-Cláudio Roberto ao lado de Raul Seixas assinou sucessos do maluco ]beleza, como: "Maluco Beleza" , "Aluga-se" , "Tapanacara", "Sapato 36" e "O dia em que a Terra parou".
-O compositor vive recluso há 40 anos num sítio em Miguel Pereira.
Olá pessoal, está começando mais um "A História Por Trás da Canção", e hoje falaremos de uma música de uma banda não tão conhecida assim no cenário nacional, mas com uma história que com certeza você que não fugiu das aulas de História no colégio conhece.
A banda em questão se trata do grupo do Cangaço, grupo de death metal pernambucano que ao longo dos anos tem conquistado o seu espaço no cenário do Heavy Metal nacional, e a música é a "Arcabuzado", presente no disco "Rastros", o único lançado por eles até o momento.
Como já falei em postagens anteriores que fiz sobre a banda, a característica forte do Cangaço é fazer um som que promove uma mistura da vertente mais extrema com o metal com a música regional nordestina, assim como os temas de suas letras, que normalmente remetem a famosos fatos históricos da região.
E essa música em questão se trata da famosa história de Frei Caneca. Para vocês que fugiam das aulas de História, vou explicar rapidamente quem era Frei Caneca:
Ele foi um dos mais conhecidos revolucionários da história pernambucana, sendo ele o líder da chamada "Revolução Pernambucana" e da famosa "Confederação do Equador", que foram movimentos separatistas, tendo elas ocorridos respectivamente no período colonial e no governo de Dom Pedro I (tendo se iniciado após a Carta Outorgada de 1824 ter sido esboçada).
Mas a música em questão não se foca muito na história completa dele, e sim, nos últimos momentos de Frei Caneca antes de sua execução, tendo se baseado bastante na poesia do escritor pernambucano João Cabral de Melo Neto presente no livro "O Auto do Frade" (tanto que na própria música é recitado um trecho da poesia).
Frei Caneca, após ser preso, foi condenado a morte sob a acusação de crime de sedição e rebelião. Muitos se manisfestaram para que o Frei não fosse executado, mas de nada adiantou.
Ele foi levado até o Forte das Cinco Pontas (onde hoje é o Museu do Recife) para ser enforcado, mas os três carrascos presentes se recusaram a fazê-lo pelo fato de se tratar de um religioso, com isso, Caneca foi levado para um muro vizinho ao Forte, e ali ele foi arcabuzado (morto com tiros de arcabuz, originando daí o nome da música).
Hoje, o local de sua execução é marcado por um busto do religioso com uma placa alusiva.
Olá pessoal, esse é mais um "Recomendação da Semana", e dessa vez vou começar de uma forma bem direta. Sim, você não leu errado, e sim, o Christopher Lee que estou falando hoje é exatamente o ator que faleceu ano passado e que ficou famoso por interpretar papéis como Saruman (Senhor dos Anéis), Conde Dokaan (Star Wars), Drácula, e muitos outros.
Mas claro, que não falarei aqui agora da carreira cinematográfica dele, principalmente porque isso com certeza a maioria de vocês já conhecem, irei falar agora do lado músico dele.
Porque provavelmente muitos de vocês não sabem, mas além de ator, Christopher também era cantor de METAL. Isso mesmo, já tendo lançado alguns discos e tudo.
E você pode até achar que isso teria sido algum hobbie antigo que o ator tinha em sua juventude, mas não era, aliás, ele entrou nesse mundo após os 80 anos. E essa relação de Lee com o estilo começou em 2005 por conta da banda italiana Rhapsody of Fire que o convidou para a gravação do seu disco "Symphony of Enchanted Lands II - The Dark Secret", primeiramente, para ser narrador em algumas faixas, aliás, uma coisa que sempre destacou Christopher em sua carreira foi sua voz grave, tanto que ele foi chamado para ser narrador em outros discos não apenas do Rhapsody, mas também de algumas outras bandas, como o Hollywood Vampires. Mas continuando, no fim, a participação do ator no disco não se resumiu apenas a narração, mas também contou com ele cantando junto com a banda a canção "The Magic of the Wizard's Dream".
Tendo esse primeiro contato com o estilo, o ator a partir daí decidiu investir um pouco também no seu lado cantor, e principalmente no seu lado "metal". Apesar disso, a sua discografia é curta, contando apenas com dois álbuns completos e alguns EP's.
Vou falar de seu trabalho nos dois discos agora, começando pelo "Charlemagne: By the Sword and the Cross", esse que foi um álbum conceitual, onde a temática foi a história de Charlemagne (ou Carlos Magno, O Grande , se preferir) que foi um grande rei franco, onde Christopher daria voz ao próprio fantasma do Carlos. E para a "interpretação" dos outros personagens da história, o CD também conta com a participação de Vicent Ricciardi, Lydia Salnikova, Christina Lee, Phil SP, Mauro Conti, e alguns outros músicos. O álbum foi bastante aclamado, recebendo inclusive o "Spirit of Metal" award no Metal Hammer Goldens Gods Awards..
Antes de falar do que achei do disco, falarei também do seu segundo trabalho que foi o CD "Charlemagne: The Omens of Death", que em questão de temática é basicamente igual ao seu antecessor, diferindo apenas na sonoridade. Irei explicá-los melhor isso.
O primeiro disco tem uma pegada bem mais "orquestrada", coisa que o próprio Christopher já falou em entrevistas, tipo, os elementos mais "metal" (guitarras, baterias) não ficam tanto assim em questão, se ouve com muito mais destaque os sons de instrumentos orquestrais. Tanto que me arriscaria dizer que daria pra fazer um musical se utilizando as músicas desse disco, principalmente porque o mesmo é dividido em atos, sendo cada um iniciado por uma narração.
Como já disse, o segundo tem a mesma temática, inclusive, percebe-se que são utilizadas as mesmas músicas com as mesmas letras, mudando apenas os nomes. Mas o que diferencia esse álbum do primeiro?
A repostas é simples, a sonoridade. O "Charlemagne: The Omens of Death" tem uma pegada muito mais "metal" do que o disco anterior (um som bem próximo do Power Metal, caso queiram saber). O álbum possui um som mais pesado, destacando bem mais os riffs de guitarra e a batida da bateria do que no "Charlemagne: By the Sword and the Cross".
E se querem minha humilde opinião, eu gosto muito mais do segundo álbum exatamente por conta desse detalhe, eu como um grande fã do som pesado me agrado muito mais com o som de guitarras pesadas do que de calmos violinos, aliás, que é outro detalhe que diferencia os dois trabalhos, as músicas no primeiro são mais lentas, quanto as do segundo são bem mais rápida. Claro, cada uma seguindo o ritmo de sua sonoridade.
Mas, isso é mais uma questão de gosto pessoal mesmo, isso para mim não descredita em nada o belo trabalho feito no primeiro disco, por isso, recomendo que ouçam os dois, mas se você é que nem eu e tem preferência por um som mais pesado, com certeza gostarás mais do "The Omens of Death".
Dos EP's que Christopher lançou, eu ouvi apenas dois, que foram os dois que ele lançou com a temática de natal, onde cada um possui dois covers de músicas natalinas em versão metal (com a sonoridade do "The Omens of Death", já deixando claro). Para os que ficarem curiosos, também recomendo a audição desse trabalho, pois também é muito bom.
Ele também possui outros lançamentos, mas esses ainda não parei para ouvir.
Bom, esse seria o momento em que eu colocaria algumas músicas deles para vocês ouvirem, mas o problema é que a gravadora do Christopher pelo visto é uma daquelas bem chatas que costuma apagar qualquer vídeo no youtube que tiver suas músicas. E para piorar, em seu canal oficial eles não disponibilizam quase nada para quem quiser ouvir, no máximo, trechos de alguns trabalhos e o único clipe gravado pelo ator da música "The Bloody Verdict of Verden", mas de qualquer forma, postarei o que achar aqui para vocês.
Mas para vocês que querem conhecer a fundo o trabalho musical do Christopher Lee, recomendo que cavem lá nas profundezas do torrent que vocês acharam os seus discos para download (eu pelo menos consegui achar), pode ser até difícil de encontrar, mas tem, é só irem atrás ;D.
Outra opção também é o spotify, felizmente, as músicas estão disponíveis para audição por lá, e se sua conta for premium então. melhor ainda.
PS: No nosso Podcast especial de Natal, eu apresentei uma música dele, outra opção também é irem lá conferir ;).
Após quase 6 anos de espera, a banda pernambucana Terra Prima finalmente lançou o seu tão esperado segundo álbum, disco esse que ficou um bom tempo em produção até finalmente ficar pronto.
Que o grupo tem conquistado cada vez mais o seu espaço no mercado musical de uns anos para cá, isso não é novidade, isso ficou bastante claro desde quando eles abriram o show do Iron Maiden em Recife em 2011, e nesse novo disco a gente ver o quanto eles evoluíram de lá para cá.
Começando pela participação especial do álbum, que dessa vez veio em nível internacional. Enquanto no primeiro disco "...And Life Begins" eles contaram com a participação de Rafael Bittencourt (guitarrista do Angra) na música "Essence", dessa vez eles foram mais longe, convidando dessa vez o vocalista italiano Fabio Lione (Rhapsody Of Fire e Angra) na música "Coming Home", música essa que foi a primeira liberada pela banda antes do lançamento do álbum.
E só nessa faixa você já percebe que a banda tenta fazer um som um pouco mais diferente do que fizeram no "...And Life Begins", mas ainda assim, não indo tão a contraponto assim.
Mas uma coisa eles já conseguiram, que foi não soar tão parecido com o Angra que nem era no primeiro disco, e um fator que ajudou foi o fato deles não se utilizarem de arranjos de teclados nesse novo trabalho. Posso dizer inclusive, que as músicas do disco soaram bem mais fortes do que as do trabalho anterior, mas claro, ainda assim não deixou de soar como uma banda de Power Metal, mas claro que essa não era a proposta deles, afinal, essa já passou a ser a identidade da banda desde seu princípio.
Outra coisa diferencial foi que dessa vez a banda também optou por não se utilizar muito de recursos que soassem com um som mais regional, como por exemplo, a batida de maracatu que há na intro "Gatezzz" no álbum anterior, o máximo que podemos encontrar é umas batucadas em uma parte da música "Blame".
Mas, parando com as comparações com o primeiro disco, a única coisa ruim que tenho pra falar do "Second" é apenas do nome que para mim, faltou um pouco de criatividade, porque sinceramente, chega ficou meio redundante chamar o segundo álbum da banda de "Second".
Sendo que, claro, isso não influencia nada do som feito, que foi simplesmente muito bom, "Once Upon a Time" é uma ótima música para iniciar o disco, sua sonoridade consegue dar aquele ar de início que se espera de uma faixa de abertura.
O destaque do álbum ficou por conta da participação de Fabio Lione na faixa "Coming Home", que é a melhor música do disco. E voltando a fazer comparações com o "...And Life Begins", essa parceria para mim, ficou melhor do que a com o Rafael Bittencourt em "Essence", isso porque nesta, as vozes do Daniel Pinho e do guitarrista do Angra ficaram muito equivalentes a ponto de ficar quase igual, enquanto com o Lione as vozes dos dois ficaram mais diferenciadas. Outras faixas que destaco são as "Wheels Of Time" e "Thomas", mas isso é por uma questão mais de gosto pessoal mesmo.
Sobre a questão instrumental é até redundante falar isso, ficou mais uma vez impecável, os solos de guitarra são magníficos e o vocal do Pinho continua na sua potência máxima.
No mais, só me resta parabenizar ao Daniel Pinho, Otávio Mazer, Diego Veras, Gabriel Carvalho e Tiago Guima por mais esse ótimo trabalho.
"A canção "Vida bandida" é um sucesso do compositor e cantor
Lobão.A música nasceu de um poema escrito por Bernardo Vilhena. A parceria dos
dois renderam sucessos, como: "Vida louca vida". Mas Vilhena e Lobão
deixaram de compor juntos há mais de 20 anos.
Ultimamente no seu show: "Lobão sem filtro", o roqueiro
dispara versos adaptados de "Dilma bandida", visivelmente irritado
com o ocorrido Bernardo Vilhena é o nosso personagem do "ABRE ASPAS"
de hoje:
Meu poema é anterior à música"(O
poema foi musicado 12 anos depois por Lobão)
"Não vou entrar na Justiça por causa disso.
Acho que a Justiça já está com bastante trabalho"
"Acho patética essa postura que ele está
tomando. Ele está desesperado"
"Quando vi o vídeo do Lobão cantando 'Dilma
Bandida', fiquei com vontade de tirar aquilo da minha frente. Infelizmente não
dá para 'desver'. Conheci o Lobão com 16 anos. Ele era divertido e engraçado.
Hoje é um paranoico que fala mal de todo mundo e só sabe
reclamar"
"todo esse
movimento que está ocorrendo no Brasil" e que não é nem petista nem
tucano. "Sou uma pessoa em busca de equilíbrio. A ditadura acabou e a
maneira como os governantes, sejam eles prefeitos, deputados, governadores,
ministros, inclusive representantes da justiça, de juiz a policial, agem como
se ditadura não tivesse acabado".
"Sempre evitei
e jamais dei autorização para o uso de minhas canções em campanhas políticas.
Cito o exemplo da música 'Revanche', escrita em 1986 em plena luta pelas
diretas, quando neguei autorização ao PT para utilizá-la na campanha presidencial,
a despeito de minha posição política. Esta mesma canção que, numa demonstração
de sua ignorância, Lobão se nega a cantar em seus shows sob a alegação de ser
datada. Passados 30 anos, ele ainda não entendeu a letra"
Neste dia primeiro de maio, em que é comemorado o Dia do Trabalhador, o Mestres Sonoros não podia deixar de contar a história de uma das canções mais intrigantes e inteligentes de John Lennon, "Working Class Hero". Entenda o sentido por trás do herói da classe trabalhadora idealizado e cantado por John Lennon e o porquê dessa música permanecer tão atual, mesmo após 46 anos desde o seu lançamento. "Working Class Hero" foi o primeiro trabalho de Lennon na sua primeira fase pós-Beatles. Lançada como single em 1970 e incluída no disco "John Lennon/Plastic Ono Band", lançado em novembro daquele mesmo ano, a música mostra principalmente a influência do movimento política de esquerda e de seus pensadores na ideologias de John. O músico vivia, no início dos anos 70, o seu período de maior radicalização política e, através de polêmicas entrevistas e de sua música, Lennon expressava seu ativismo de esquerda. Muito além de um comentário crítico a respeito de diferenças de classes, "Working Class Hero" é um aglomerado de reflexões em forma de música, a respeito de como a mão-de-obra é formatada desde a pré-escola até a linha de produção. O "herói da classe trabalhadora" da música em questão não indica um militante e sim um indivíduo que nasceu de classes mais pobres e ascendeu socialmente. A expressão de fato existe é usada por muitos famosos que vieram de família desafortunadas, que conseguiram o sucesso desejado por meio do trabalho duro e não de privilégios. A canção também serve para Lennon expressar seu menosprezo pela glória de ser um superastro, à medida que tal diretriz era o que o sistema permitia a um jovem da classe trabalhadora; assim, o músico via a si próprio como uma válvula de escape para o sistema imposto pela burguesia. Contendo apenas 3 acordes, com a voz melancólica (simbolizando desilusão) de Lennon acompanhada de um violão econômico, assemelhando-se bastante ao estilo folk de Bob Dylan, a canção fala primeiramente das regras impostas pela família e pela escola, que acabam botando indivíduo para baixo: “Te machucam em casa e te batem na escola/ Te odeiam se você
é esperto e desprezam os tolos/ Até você ficar tão pirado que não consegue seguir
as regras deles/ Vale a pena ser um herói da classe trabalhadora”. Depois, Lennon ressalta o pensamento de que os trabalhadores
podiam ser usados pelos estratos sociais dominantes para construir a riqueza e
permanecer sem consciência de classe: “Mantém você drogado com religião, sexo e
TV/ E você se acha tão astuto, sem classe social e livre/ Mas ainda não passa
de um peão, para mim/ Vale a pena ser um herói da classe trabalhadora”. Em uma entrevista concedida à revista Rollin Stone, em 1970, Lennon afirma: "Eu acho que é uma canção revolucionária […] Eu acho que é
para as pessoas como eu, que são da classe trabalhadora, de quem se espera que
sejam processados para a classe média ou para a indústria. É a minha
experiência, e eu espero que seja apenas um aviso para as pessoas”. Censurada pela maioria das rádios britânicas por conter a palavra "fucking", polêmica aos ouvidos de militantes de direita e principalmente dos EUA (assistir o documentário "The USA Vs John Lennon"), controversa e historicamente atualíssima, "Working Class Hero" é uma das provas definitivas de que John Lennon era, além de um brilhante músico, um exímio pensador contemporâneo de sua linha ideológica, quer você concorde com tal ideologia ou não.
A canção, considerada uma das mais importantes de sua carreira, logo atrás de "Imagine", foi regravada inúmeras vezes por diversos artistas, como: Ozzy Osbourne, Richie Havens, Cyndi Lauper, Green Day, Roger Taylor, entre outros.
Está começando mais um "Recomendação da Semana" nessa sexta-feira maravilhosa, e hoje, continuaremos no Heavy Metal, mas dessa vez iremos até os Estados Unidos, onde falarei de uma banda que por um lado me agrada muito, mas que por outro foi também uma grande decepção para mim. A banda em questão é o Black Tide.
A banda foi formada em 2004 e atualmente conta em sua formação com Gabriel Garcia (vocal e guitarra), Austin Diaz (guitarra), Ronny Gutierrez (baixo) e Cody Paige (bateria). O grupo foi formado quando o Gabriel (e boa parte dos integrantes) tinham apenas 11 anos, tendo assim impressionado muitos com o seu talento sendo ainda tão jovens, tanto que rapidamente assinaram com uma gravadora.
Na época, eles tocavam um som mais próximo do Heavy Metal tradicional com um toque de Speed Metal, sendo assim uma das bandas de metal mais jovens no mercado atual, e se tornando claro, uma das grande revelações do estilo.
Em 2008, a banda lança finalmente o seu primeiro disco, o "Light From Above", que é um puta álbum, músicas como "Shockwave" e "Shout" já instigavam bastante, ritmos como as de "Warriors of Time" e "Light From Above" são bastantes agradáveis, isso sem falar no cover da música "Hit The Lights" do Metallica que ficou tão bom quanto o original, a instrumentalidade e o vocal do Gabriel não deviam nada a nenhuma outra banda veterana, aliás, quem ouvia na época nem imaginava que os integrantes tinham apenas 15 anos, simplesmente porque eles faziam som de gente grande.
Lembro que fiquei bastante animado quando ouvi o disco pela primeira vez, via neles o futuro do metal mundial, o possível futuro substituto do Metallica, a nova lenda da geração atual do metal, enfim, tinha boas expectativas em relação ao Black Tide.
Expectativas essas que foram jogadas no lixo três anos depois.
Em 2011, o grupo lança seu 2º disco, o "Post Mortem". Claro, antes me animei com o anúncio, porque desde o "Light From Above" que esperava um trabalho novo deles, mas quando finalmente ouvi, sinceramente, me decepcionei MUITO.
No seu segundo álbum, a banda mudou o seu estilo POR COMPLETO, ou invés de tocarem aqueles Heavy/Speed Metal do primeiro disco, eles passaram a ser um grupo de Metalcore/Screamo (um estilo que não costumo engolir). Ou seja, jogaram fora um futuro promissor que tinham, com essa mudança brusca eles perderam a admiração de muitos fãs (incluindo eu), e normalmente os headbangers nessas horas não costumam perdoar.
Porque não há público mais exigente do que o do metal, e quando você os decepcionam, só um grande acerto os faram esquecer da sua cagada. Muitos os acusaram de se venderem, já que atualmente um estilo que vende bastante no mercado é o Metalcore, e se brincar foi exatamente por isso que eles mudaram.
Mas o problema disso é que dessa forma eles só conseguem atingir bem o público mais "teen" do metal, que é o que normalmente curte Metalcore, mas como esse estilo sofre bastante preconceito dos "old schools", a banda acaba perdendo o interesse desse outro público que é muito mais forte na cena atual.
Se o Black Tide tivesse mantido o som que tinham antes, eles teriam agradado gregos e troianos, já que o público "teen" do metal também curte as bandas mais "old school" (ou pelo menos maioria), tendo assim abrangido um número de fãs bem maior e mantendo o seu futuro promissor, podendo ser as novas lendas do metal mundial. Infelizmente eles optaram pelo outro caminho.
Enfim, minha dica é, se você for ouvir o Black Tide, ouça o primeiro CD e pare por aí, porque o "Post Mortem" acabou sendo o túmulo da banda.
Ouçam algumas músicas:
E caso queiram se decepcionar um pouquinho, eis aqui duas músicas da banda do "Post Mortem":