sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Recomendação da Semana #10: Cangaço

Por Renan Soares

                                      

Olá pessoal, esse é mais um Recomendação da Semana. E entrando no embalo da nossa Semana Especial BR (que se encerra hoje) falarei de uma banda cuja a sua principal característica é a sua identidade não apenas com o Brasil, mas principalmente com a região Nordeste, essa banda, se trata do grupo recifense Cangaço. E sem muitas delongas, vamos falar um pouco da história deles.
A banda foi formada em 2010, e desde o seu início sua proposta é por um pouco da música regional nordestina dentro da vertente mais extrema do metal, e com menos de 1 ano de atividade, eles conseguiram um feito que muitas bandas de mais renome e que estão no mercado a mais tempo não conseguiram, tocar no glorioso Wacken Open Air, o maior festival de Heavy Metal realizado anualmente na Alemanha.
Sua discografia é composta por duas Demos (Demo e a Parabelo, ambas de 2010), o EP Positivo (2011), onde a partir daí eles também passaram a ter letras escritas em português, o CD Rastros (2013) e o seu mais recente trabalho, o EP Retalhado (2015) onde eles apresentam uma música autoral e quatro covers de bandas e artistas que são influências pessoais do grupo (Nação Zumbi, Zé Ramalho, Angra e Alceu Valença). A banda atualmente é formada por Magno Lima (baixo/vocal), Rafael Cadena (guitarra/vocal) e Mek Natividades (bateria).
Agora é hora de falar do trabalho da banda por si só. Bom, se tem uma coisa que eu sempre digo do Cangaço é que eles mereciam uma visibilidade maior principalmente da mídia Pernambucana, falo isso porque se tem uma coisa que valorizo muito neles é o como eles conseguiram por a identidade nordestina no som deles, indo a contraponto de muitas bandas que surgem no mercado atualmente que apenas repetem aquele mesmo som que todos já ouviram das bandas internacionais. Isso sem falar do fato que até hoje, eles foram a única banda pernambucana que levaram o nome do estado para o Wacken, dando visibilidade para a cultura de Pernambuco na Alemanha.
Para os que se interessarem pelo som da banda, eu recomendo que comecem ouvindo o CD deles, o Rastros, que é simplesmente sensacional. E uma coisa que eu gosto muito nesse CD, são as suas letras que na grande maioria, retrata de fatos históricos ocorridos no Nordeste (como a execução de Frei Caneca na música "Arcabuzado", e a história do "Caldeirão de Santa Cruz" na música "Bombardeio no Ceará"). Aliás, eu diria que as duas faixas de destaque do álbum são essas, mais "Devices of Astral" por conta da sua intro que já mostra bastante a ideia que a banda traz.
Também recomendo bastante o EP "Positivo", principalmente porque foi a partir dele que o Cangaço também passou a tocar músicas em português, sendo das cinco faixas, quatro cantadas em português e uma cantada em inglês (The Second Hour). Nesse EP, destaco as músicas "Deserto do Real" e "Al Rasif", essa segunda principalmente, por sua letra falar do Recife.
As duas demos eu recomendo você ouvir para se caso você quiser adentrar mais nos primeiros trabalhos da banda, mas caso não, o melhor é ficar nos dois primeiros citados mesmo, já que as mesmas não têm uma qualidade de gravação muito boa e algumas das músicas encontradas nelas estão no CD "Rastros" e em qualidade melhor, a não ser também que queiras ouvir as músicas que não entraram no CD (Logical Mistakes, Ghost of Blood e Opposing).
E a mesma dica eu mantenho pro EP "Retalhado", já que esse se trata de um trabalho mais voltado para covers, tendo apenas uma música autoral (Rondon), mas de uma forma ou de outra é interessante ouvir, porque nele, você conhece um pouco mais as influências musicais da banda a nível regional.
Enfim, se você é um grande amante de metal, e principalmente das vertentes mais extremas, eu digo que você não pode deixar de conferir o som deles, porque te garanto, não acharas som igual em banda nenhuma. E se você não curte metal, eu recomendo também, porque podes até não curti muito por ser vocal gutural, mas acho que mesmo assim você achará interessante a ideia que há por trás da música do grupo.
Confiram um pouco:

FIXAÇÃO eterna nas nossas mentes !

Por Bruno Mário

 Olá caros Mestres e Mestras, hoje vamos relembrar a voz marcante de Paula Toller com o Kid Abelha, encerrando a semana dedicada aos artistas do nosso país e também como sendo a última homenagem da temporada 2015. 
 A banda foi fundada em 1981, no Rio de Janeiro, da seguinte forma: O cantor Leone namorava Paula Toller, que na época estudava na PUC-RJ. Ele já havia familiarizado Paula com o mundo artístico e encorajou-a por diversas vezes e em todas ela disse "Não". Mas um certo dia ela estava em casa e viu na TV uma apresentação do grupo "Gang 90 e as absurdetes", que hoje não existe mais oficialmente. Após ver isso, ela finalmente se sentiu inspirada a cantar; após convencer Paula, George Israel e Bruno Fortunato foram integrados ao elenco e aí nasceu o Kid Abelha e os Abóboras Selvagens.
 Os "Abóboras" (Nome que eram conhecidos no passado), fizeram sucesso rapidamente e em 3 anos de atividade já conseguiram assinar com a WEA (Warner Music atualmente) e lançar seu primeiro álbum: "Seu Espião" (1984). A partir daí só cresceram em cenário nacional até que infelizmente o grupo se desfez esse ano; o que representa uma grande perda para a música Pop nacional. Mas o Kid Abelha nunca será esquecido pelos seus fãs !

 Confira nossa homenagem em vídeo e reveja os melhores momentos da banda :


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Maria Bethânia: A voz da mulher

Por Ed Siqueira

Falar sobre Bethânia é “chover no molhado”, sua potência vocal, sua presença de palco e sua capacidade de expor sentimentos que há na canção. Maria Bethânia é uma atriz que canta, que encanta qualquer plateia, a baiana de Santo Amaro da purificação, logo na adolescência comunicou a família que gostaria de ir ao Rio de Janeiro participar de um grupo de teatro, uma época rica para a arte brasileira, assim seu irmão Caetano Veloso a acompanhou e o fim da história vocês já sabem.


            Sempre com a maior simplicidade possível, vestido folgado, descalça, sem maquiagem e à deriva para qualquer comentário, Bethânia gostaria de apresentar o seu conteúdo, a sua capacidade de tirar o folego da plateia que vai com a artista em suas apresentações, é uma troca de energia, é uma simbiose de beleza e força espiritual. Teve apoio de toda família, seu irmão compôs canções para ela enriquecer seu repertorio, mas foi um tal de Chico Buarque de Holanda, que fez Maria Bethânia gravar mais obras primas, muitas canções foram destinadas a ela, que tal: ”Olhos nos olhos” ou “Teresinha”, essa dupla foi um encaixe perfeito, a agulha e o palheiro.



             Ao quase 70 de vida, a atriz, a cantora, a performática Bethânia, indiscutivelmente é uma das grandes vozes femininas do Brasil. Entrego todo meu bem estar ao encontro de sua voz, que lampeja por mundos sonoros e termina em uma alegria sem igual, a nós ouvintes e telespectadores, não somos apenas um público desta senhora que materializa a canção, mas somos parte dela e ela já vive em nós em forma de interpretação.



            A você Maria Bethânia tudo que você possa precisar para fazer tantas vidas terem um pouco de entendimento o que é uma bela e digníssima apresentação de uma artista que vê na música sua razão de sorrir.                     



O Amor é Filme

Por: Lucas Rigaud

 "Lisbela e o Prisioneiro" é, sem dúvida alguma, um dos filmes mais queridos do nosso cinema. Sua divertida história de amor entre o malandro Leléu e a mocinha cinéfila, Lisbela, encanta, sua direção competente do cineasta Guel Arraes encanta, icônicos personagens, como Frederico Evandro, encantam. Porém, o que mais encanta no filme é a digníssima trilha sonora. 

 Lançada juntamente com o longa-metragem, em 2003, a trilha sonora de Lisbela e o Prisioneiro é assinada pelo músico André Moraes e pelo produtor João Falcão, além de grandes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, que interpreta a canção mais famosa do filme, "Você não me ensinou a te esquecer", que é tema do casal de protagonistas, Zé Ramalho, Sepultura, Elza Soares, Los Hermanos, entre muitos outros.

 Com aproximadamente 13 faixas, a trilha também conta com músicas instrumentais, de André Moraes e João Falcão, como a famosa "O Amor é Filme", que também possuí uma versão cantada (interpretada por Lirinha), que surge logo no final do longa-metragem. Outra faixa instrumental que se destaca é "O Matador", em parceria com a banda Sepultura. 

 Falamos um pouco da icônica trilha sonora desse tão adorado filme do cinema nacional no último vídeo de trilhas sonoras de cinema da temporada 2015 do Mestres Sonoros. Confira:


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Nando Reis: O cara que não desligou o motor e acelerou rumo à particularidade

Por Ed Siqueira

            Ruivo profissional, poeta por extinto,  compositor convicto e cantor de suas composições. O cara que trilha seu caminho por lugares sustentados de muito talento, José Fernando Gomes dos Reis, se tornou Nando Reis, entrou para uma promissora banda chamada "Os Titãs" e foi a partir desse logo do destino que ganhou a maturidade e reconhecimento na mídia.

       Contra baixista, magro, usando um óculos de grau , músico de pouca fala, assim Nando começou a sua carreira dividindo o palco com monstros sagrados do rock nacional, em companhia de: Tony Bellotto, Arnaldo Antunes, Marcelo Frommer, Paulo Miklos, Branco Mello , Charles Gavin e Sérgio Britto, dividia parcerias em algumas faixas da banda, como a canção "Marvin".



            Com a saída de Nando Reis dos Titãs, o termo "ex" não seria usado por ele, em um programa comandado por Paulo Miklos, Nando chegou a afirmar: "Uma vez Titãs sempre Titãs", a amizade de Nando com os demais integrantes seguiu seu curso, claro, que, cada qual seguindo rotinas de shows e distantes em quilômetros profissionais pelas agendas da banda e do Nando,mas o espírito de irmandade estava sempre presente.

        A carreira de produtor musical começou meio que timidamente, produziu alguns trabalhos, mas foi na cumplicidade com Cássia Eller que ele soube lhe dar com um amor sem menção a sexo, com um amor arrebatador, foram poucos anos para gozar dessa amizade,interrompido pela precoce morte de Cássia, dirigiu o "Acústico MTV" da cantora e se projetou como um exímio compositor, na voz dela  Nando se fez presente,com: "O segundo sol", "Relicário", "As coisas tão mais lindas".



       Sem Cássia, Nando buscou preencher o vazio das canções que ficaram sem "mãe intérprete" compunha e cantava em seus trabalhos, um novo Nando na velocidade do tempo musical que não para, o lugar desse ruivo e torcedor do São Paulo FC era realmente refazer um trajeto, um caminho mais solitário, ou, com mais responsabilidade , o "EU"  estava presente. Vieram: "Sei" ,"Espatódea", "N" , "Sou dela" , "A letra A".



       Nando é para mim uma espécie de mantra musical, gosto de ouvi-lo, observo muito suas letras e riqueza sonora, sou ouvinte assíduo de suas canções nessas rádios que tocam MPB, trabalhava com o som ligado torcendo para que alguma hora na programação da rádio, ele preenchesse pelo menos três minutos do meu dia. Gosto ainda mais do Nando, pelo seu jeito de demostrar sem ser arrogante, é daqueles seres humanos que faz o que curte e ponto. Não deve satisfação a ninguém, vive pela música e para a música. São pessoas como Nando Reis que engrandecem o cenário musical brasileiro, às vezes, tão atribulado e misturado,mas se soubermos procurar, tão rico culturalmente de "Nandos Reis"        

  

#Toca-Fitas , Episódio 8

Por Bruno Mário



Um festival de confusões

Olá caros leitores, o nosso #TocaFitas de hoje rebobina para 16 anos atrás e  vai relembrar um grande evento do passado, que tinha tudo pra ser memorável, só que não. O Woodstock 99' foi marcado mais por problemas, do que pela diversão dos fãs em si; o que veio a arranhar a imagem de que era "O festival da paz e do amor", ostentada por anos. Vamos listar então algumas das maiores tretas do festival, compreendido entre 22 a 25 de julho de 1999 :

1 - Água e sol escaldante :

Haviam aproximadamente 250.000 pessoas em Rome (NY). Apenas no local, havia o equivalente à terceira cidade mais populosa do estado de Nova York; e a água não era suficiente. Além do calor (Entre 30ºC e 37ºC) no concreto/asfalto sem árvores pra fazer sombra, e de garrafas custando cerca de US$ 4,00 (Hoje equivalente em torno de R$ 16,00), as fontes naturais não davam conta da demanda. Como consequência da revolta e frustração, várias foram depredadas, causando inundação e lama na pista.

2 - Estupros :

Foram relatados muitos casos de estupro ao longo do evento e após ele; principalmente durante a polêmica apresentação do Limp Bizkit, que desencadeou outros atos de violência. Cerca de 45 pessoas foram presas, mas apenas uma acusada de participar desses estupros.

3 - Limp Bizkit :

Um dos pontos de maior polêmica do festival. Embalados pelo som pesado da banda, porém revoltados e fora de si, o público iniciou uma grande quebradeira e pancadaria sem precedentes; gerando o caos. O vocalista Fred Durst ainda achou pouco e apimentou esse clima.


4 - Rage Against the Machine :

Outra banda que foi ousada demais (E trouxe péssimas consequências). Queimaram ao vivo no fim do show, a bandeira estadunidense, em ato de protesto dado seu ativismo contra o capitalismo imperial e selvagem. Apesar da plateia, em parte, ter gostado, não "Pegou bem".

5 - Offspring :

Foi durante a apresentação da épica faixa "The Kids aren't All Right", que se iniciou uma verdadeira "Guerra de lixo" entre a plateia. Mas o lixo foi tanto, que os encarregados da limpeza não conseguiam dar conta até o dia seguinte.

6 - Red Hot Chilli Peppers :

Como esquecer essa "Treta maligna" no último show do festival ? Começando pelo baixista Flea que subiu ao palco do jeito que veio ao mundo, exaltando a plateia. Perto do fim da apresentação, começou novamente o vandalismo. Assim como Fred Durst, Anthony Kiedis tocou a versão da música "Fire" (Original de Jimi Hendrix), fazendo o circo pegar fogo , literalmente !

Apesar das tretas, o festival teve seus vários momentos de calmaria, que intercalaram em parte os ânimos exacerbados do público, como as apresentações das bandas Parliament Funkadelic, Sheryl e Dave Matthews Band; onde tudo ocorreu em paz, distoando do restante do festival que teve um saldo bastante negativo. 

Confira aqui alguns dos shows:







Roberto Carlos: O menino, homem e mito

Por Ed Siqueira      

 Cabelos longos, trajes azul ou branco, microfone no tripé em posição própria, assim um dos maiores nomes da música faz seu espetáculo. O capixaba entrou para a história, um dos criadores da “Jovem guarda”, os seus pais queriam que o menino Roberto fosse médico, mas para tratar da saúde teria que ter muita racionalidade para o artista que utiliza a emoção como sua ferramenta principal.



O MENINO ROBERTO

        O adolescente Roberto Carlos, sobreviveu a um tempo difícil, sofreu um acidente gravíssimo, onde perdeu parte de sua perna direita, não desistiu da carreira artística e, criou com outros garotos da Tijuca um grupo que não vingou, o palco tinha que ser dele, não caberia outro ou outros com Roberto. Assim nascia um jovem ligado ao Rock n Roll, com músicas e letras com impacto social para a época. O jovem sabia de sua responsabilidade, mas aquele momento de sucesso com a chegada da Jovem Guarda, era o sonho do filho de seu Robertino Braga, o Brasil conhecia o garoto que amava o som americano.



O HOMEM ROBERTO

         Com a perca de audiência, o movimento que Roberto ajudou a se concretizar no país foi terminando aos poucos, programa Jovem Guarda acabou com o Roberto Carlos assumindo seu romantismo. Começava a carreira de letras falando de amor e da religião, o homem Roberto, conquistou um outro público, mais adulto. “Detalhes”, “Como é grande meu amor por você” e “Nossa Senhora”, transmite neste texto um cantor mais maduro e sem perder sua crença no amor e na sua fé.                     




O MITO ROBERTO


         Hoje, Roberto Carlos é um artista consagrado e respeitado por todos artistas. Ganhou inúmeras homenagens, e é presença confirmada todos os anos em um especial na TV Globo. O menino, o homem, atualmente o rei da música popular brasileira canta para compensar tanto amor e carinho de uma legião de admiradores que curtem e aprovam um artista que teve várias fases na sua carreira, mas que chegou ao patamar de mito e isso ninguém tira do MAIOR e MELHOR. Que prazer falar de você rei!