quarta-feira, 13 de julho de 2016

Recomendação da Semana #38: Púrpura Ink - ESPECIAL DIA DO ROCK

Por Renan Soares

                                     

Olá pessoal, sexta passada ficou em falta, mas hoje aproveitaria o dia mundial do rock para compensar o "Recomendação da Semana" que não tivemos por conta de uma viagem que fiz, mas nessa próxima sexta-feira seguiremos nossa "programação" normal =D.
E na edição de hoje, iremos invocar o espírito do Deus do rock e ir direto para o estado do Maranhão, onde encontraremos a banda de Hard Rock, Púrpura Ink.
Sobre eles não há muita coisa pra falar, o grupo foi formado em 2010 em São Luís do Maranhão, e seu som consiste em buscar o velho e bom rock n roll tradicional dos anos 70 e 80, portanto, se você curte bandas do tipo Survivor, Europe, Twisted Sister, e tantas outras da época, o Púrpura Ink é certamente para você.
A banda tem apenas um disco lançado, o Breakin' Chains de 2015, é formado por E.J (vocais), Márcio Glam e Chris Wiesen (guitarras), Seth Bass (baixo) e Derick (bateria).
Sobre o disco deles, também não há muita coisa pra se falar, suas melodias remetem bastante ao rock clássico que se consagrou principalmente nos anos 70, como podemos observar em faixas como "Flying Away", "Breakin' Chains" e "Higher Ground", tanto que posso dizer que se alguma "desavisado" for ouvi-los pela primeira vez não vai imaginar que eles são uma banda atual, e vai achar que são realmente daquela época clássica do rock n roll mundial.
Há quem diga que o fato deles se focarem muito em fazer um som que remete a época passadas um fator ruim, por conta que no caso eles estariam apenas reproduzindo aquilo que todo mundo já ouviu até demais e deixariam de lado a "inovação". Eu particularmente acho importante também as bandas tentarem inovar um pouco em seu som, mas, se caso eles preferem fazer um som dito como "manjado" e fizerem isso com boa qualidade, não vejo problema nenhum, que é o caso do Púrpura Ink.
O único ponto negativo que tenho pra falar deles é a faixa "Lifestyle", que foi a primeira que ouvi deles, e de início não me deixou uma boa impressão, porque achei que a voz do E.J acabou soando um pouco estranha por conta da forma que ele cantou essa faixa, mas isso é apenas uma opinião minha, de resto, não tenho do que reclamar =D.
Ouçam algumas músicas:

segunda-feira, 11 de julho de 2016

#IssoBombou, Episódio 13

Por Bruno Mário


 Olá Mestres e Mestras, o #IssoBombou está de volta para alegria geral da nação; e desta vez vamos voltar a uma época não tão distante, o final dos anos 2000'. 
 Essa época ficou marcada por grandes mudanças nos mercados, principalmente no gênero Pop; mas aqui no Brasil, a música sertaneja também esteve em alta no período, com a consolidação de uma (Então) nova dupla : Victor & Léo. Mais precisamente em 2007/08 , uma das músicas mais responsáveis pelo sucesso da dupla: "Tem que ser você". 
 Eles fizeram a performance da faixa pela primeira vez em Uberlândia, em junho de 2007, show este que foi gravado em disco e lançado no mesmo ano, em meados do último trimestre. Mas o single em si, foi o nº1 da dupla. E decidiram relançá-lo também no álbum subsequente, o "Borboletas", no ano seguinte. 
 A partir dali, junto com os sucessos de 2008, essa música esteve entre as mais tocadas no Brasil naquele ano. E, com toda certeza, Victor & Léo não pretendem deixá-la de fora dos repertórios. Que vida boa ! 


domingo, 10 de julho de 2016

As mulheres de 4 canções: "Refrão de bolero" , "Luíza", "Camila,Camila" e "Meu caro amigo"


A “Ana” da canção “Refrão de Bolero”

“É uma garota de Porto Alegre”. Ponto. Nada mais (Programa Matéria Prima,1991)
“Conheci uma Ana que se chamava Ana, conheci outras que não se chamavam Ana. Elas existem, pode crer”. (Programa Livre, 1992)


A “Luiza” que dá título à canção.

Os versos de amor é tradução para o sentimento da paternidade. Luiza é a filha caçula de Tom com Ana Lontra Jobim. Os versos do pai ficaram eternizados e a Luíza ganhou a imortalidade artística, através da dedicatória de Tom.

(Ana Luísa Jobim ao lado de sua mãe Ana Lontra Jobim)



A “ Camila” do “Nenhum de Nós”

“ Ela não sabe que essa música foi feita para ela, se vocês prestarem atenção na letra, essa música fala de um tema bastante complicado, ela fala da violência contra a mulher. Com esse  tema complicado a gente achou que a música não iria estourar,mas um cara chamado Cazuza ouviu essa música e gravou, já com as últimas forças que lhe restavam. A menina que inspirou essa história, ela existe, a gente conhecia essa menina, sabia das histórias, ficávamos indignados com isso, por que ela era uma pessoa que estudava na mesma escola, super bonita, querida e que enfrentava isso bravamente, que nos motivou a escrever a canção”. (Thedy Corrêa) (Programa Altas Horas, 2011)   


A “Marieta” da canção “Meu caro amigo”

“A Marieta manda um abraço para os seus”. A mulher em questão que Chico Buarque escreve no verso é a atriz Marieta Severo, com quem Chico foi casado por 33 anos.

(Chico Buarque e Marieta Severo ao lado das filhas e da neta) 


LINK DAS CANÇÕES:
Refrão de bolero 




Luíza




Camila, Camila







Meu caro amigo



sexta-feira, 1 de julho de 2016

Recomendação da Semana #37: Hollywood Undead

Por Renan Soares

                                        

Olá pessoal, está na hora de mais um "Recomendação da Semana" nessa primeira sexta-feira do mês de julho (espero que boa parte de vocês já estejam entrando de férias agora =D).
Bom, semana passada falamos da banda Hollywood Vampires, hoje, falaremos de uma outra banda que também tem o nome "Hollywood", mas que tem apenas isso em comum com o grupo anterior, porque os estilos são completamente diferentes. Esse grupo é os mascarados do Hollywood Undead.
A banda é um grupo que mistura um pouco o rap com pegadas do rock pesado, e foi formado em meados de 2005, quando eles publicaram uma música intitulada "The Kids" no site "MySpace" lhe rendendo boas críticas, decidindo então a partir daí seguir com a ideia da banda.
Toda a história da banda surgiu a partir do MySpace, não só por começaram lançando suas músicas por lá, mas também por conta das suas mascarás de hóquei, já que eles sempre publicavam fotos as utilizando na rede. No início, ele apenas apareciam as utilizando para manter aquele ar de mistério e sempre respondendo por apelidos (o que se mantêm até hoje), hoje, eles apenas tocam uma parte do show com mascarás, e no resto, mostram a cara.
A banda é formada por Charlie Scene, Da Kurlzz, Danny (posto antes assumido por Deuce), J-Dog, Johnny 3-Tears e Funny Man, no início, também fazia parte do grupo o Shady Jeff. Atualmente, eles tem quatro álbuns lançados, o Swan Songs (2008), o American Tragedy (2011), o Notes From The Underground (2013) e o Day Of The Dead (2015).
Avisando logo que desses, apenas não falarei do "Day Of The Dead" por não ter parado pra ouvir ainda.
Bom, no "Swan Songs" você ver bastante uma alternância da banda entre o rock e o rap, há faixas que puxam mais pro rock (Undead, Sell Your Soul, Young) e algumas que puxam mais pro rap (No 5, Everywhere I Go), e nesse disco, a banda ainda conta com a participação de Deuce, que deixou a banda alguns anos depois. E uma coisa que eu acho legal nesse CD, é a música que o abre (Undead) que é meio que uma apresentação da banda se você for analisar bem a letra, meio que comos eles ja chegassem botando pra f*der, além dessa, outras músicas que destaco são "Sell Your Soul" e "Young". Disco nota 7.
O "American Tragedy" já começa com uma grande diferença que é a troca do Deuce pelo Danny (que é o que sempre canta os vocais), mas o que para mim pelo menos não impactou tanto, acho que o Danny consegue exercer a função tão bem quando o Deuce e não deixa nada a desejar. Enquanto as músicas, a alternância entra músicas mais "rap" e mais "rock" diminui um pouco, mas você conta com mais faixas com uma pegada mais de rock pesado, como "Been To Hell", "Hear Me Now" e "Lights Out", mas a música que mais destaco é "My Town" por uma questão de afinidade mesmo. Outra faixa que chama atenção no disco é a "Bullet" por ser mais calma e um pouco mais acústica, isso sem falar na letra que é muito deprê.
No disco "Notes From Underground" a banda passa a tomar uma postura um pouco mais séria do que as anteriores, com algumas letras um pouco mais "cabeça" e menos "zoeira" (como em Lion e We Are), e essa para mim é o seu maior diferencial em relação aos dois primeiros discos. E a faixa que mais destaco é a "From the Ground".
Enfim, se você curte um rap misturado com rock (a exemplo de bandas como Linkin Park e Limp Bizkit) suas chances de curtir Hollywood Undead são grandes.
Confiram algumas músicas:

#TocaFitas, Episódio 18

Por Bruno Mário



Uma letra e duas performances !

Olá Mestres e Mestras, hoje vamos relembrar uma letra e um cover bem-sucedido da mesma. E a faixa escolhida é "Como uma Onda", do Lulu Santos.
O astro Pop já idealizava a composição desde os tempos de Vímanas e gravou a música pela primeira vez em 1983, junto ao álbum "O Ritmo do Momento", sendo este o segundo da carreira dele. E, como todos sabemos, ele nunca deixa de fora do seu repertório desde então. 
No entanto, Tim Maia regravou a mesma faixa algum tempo depois, e marcou o final dos anos 80'/ começo dos 90' . 
O resultado final são duas obras-primas com diferentes intérpretes, porém sobre qual a melhor das versões, deixamos isso a critério do público. Vida longa a ambos os artistas !
  • A seguir, clipe recente do Lulu Santos e logo abaixo, Tim Maia comentando sobre a letra em si, sobre  Lulu e cantando a música no (Extinto) Programa Livre, do SBT.




sábado, 25 de junho de 2016

Lobo mau,Lobo legal, Lobo musico, Lobo conectado.




*Poema

A obviedade dos versos: ”Chove lá fora, e aqui faz tanto frio
É o mais sofisticado, sem ironia!  
“Me chama” o consagrou
“Paralelo”, “Uma delicada forma de calor”
É o rosto lobo, é o incrível compositor exposto.
Logo ele, o cara da “Vida  louca vida” e diz que ”A vida é doce”

“Tão perto, tão longe”, ele se vai com seu chapéu preto.
Com seus passos presos na foto de capa
Com seu delírio saudável
Lobão é um cara de ideias geniais

Em suas linhas marginais
Em suas farpas diretas
O homem é próprio lobo do homem, já disse Caetano.
Ou melhor, o “Mano Caetano”, o inimigo mais amigo da alcateia.

Reverência ao mestre Lobão
Por tudo que foi “Por tudo que for”
A poesia amarga serve para adoçar qualquer cicatriz
Não apaga, mas ameniza o que é verdade...
Na sua música que tanto fala do amor e do social, ele diz o que pensa, assim é sua verdade!


Mais música, no mais

Autor: Ed Siqueira) 
Recife, 26,junho de 2016.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Recomendação da Semana #36: Hollywood Vampires

Por Renan Soares

                                     
                                                    

Olá pessoas, após uma semana sem, o "Recomendação da Semana" está de volta nessa sexta-feira maravilhosa de feriadão. E a banda que falarei hoje, ta mais para um projeto paralelo de alguns artistas do que uma banda em si, vocês entenderão já já.
A história da banda é bem simples, se trata se um supergrupo de hard rock formado em 2015 por grandes astros do rock como Alice Cooper (vocal), Matt Sorum, ex-Guns n Roses (bateria), Duff McKagan, também ex-Guns n Roses (baixo), Bruce Witkin (teclado), Joe Perry do Aerosmith (guitarra), Tommy Henriksen (guitarra) e o grande ator, Johnny Deep (guitarra). 
A história deles começa bem antes inclusive de se tornarem uma banda, lá pelo ano de 1972, isso porque havia um bar em Hollywood chamado "Rainbow Bar & Grill", onde nasceu um canto chamado "Lair of The Hollywood Vampires" (Lar dos Vampiros de Hollywood), que era basicamente um clube onde as estrelas de rock que passavam por Los Angeles se reuniam para beber, jogar conversa fora, e claro, tocar um sonzinho de vez em quando.
Segundo o Alice Cooper, um dos fundadores desse clube, o motivo do nome "vampiros" se deve ao fato que eles iam para lá ficar bebendo até o amanhecer do sol. Cooper também disse que para aqueles que quisessem se juntar a eles, bastava oferecer um drink para todos os membros.
                                            Lair Of The Hollywood Vampires.png

Antes de se tornarem uma banda, esse clube já teve diversos outros membros, como os falecidos John Lennon, Keith Moon e Harry Nilsson, Ringo Starr, Micky Dolenz, e alguns outros. Com a entrada de outros membros, o clube foi crescendo a ponto de se reunirem em outras cidades fora de Los Angeles.
Apenas muito tempo depois que o Hollywood Vampires decidiu virar uma banda, exatamente em 2015, quando o guitarrista Joe Perry informou que o grupo tinha como objetivo reunir grandes músicos para tocar covers de grandes clássicos do rock.
Tendo assim no mesmo ano lançado o autointitulado "Hollywood Vampires".
E o álbum em si cumpre realmente esse papel, das suas 14 faixas, apenas 3 são inéditas (contando com a intro), o resto são covers de clássicos, como "My Generation" do The Who, "Whole Lotta Love" do Led Zeppelin, "Cold Turkey" do John Lennon, "Schools Out" do próprio Alice Cooper, e alguns outros. Isso sem falar nas participações especiais de músicos como Brian Johson (AC/DC), Paul McCartney, Perry Farell e outros.
Ou seja, eles botaram em prática a ideia da banda representar um grupo de amigos que se reúnem em um bar para tocar as músicas que curtem, e mais interessante, é que as três faixas autorais do álbum reforçam ainda mais isso.
A primeira é a intro "The Last Vampire", que é narrada pelo grande mestre Christopher Lee, que é como se fosse o eterno Conde Drácula acordando os mortos, que seria uma representação de todos aqueles astros que já faleceram, em seguinte, vem a faixa "Raise The Dead", que a letra se foca ainda nessa ideia de levantar as grandes lendas dos mortos para uma grande celebração do rock, ou seja, a intro + música servem como uma abertura pro álbum.
Após isso, vem as 11 faixas correspondentes a covers, e o disco é finalizado pela autoral "My Dead Drunk Friends", que só o ritmo já representa aquele fim de festa onde já está todo mundo "morto" de tão bêbado.
Mesmo sendo um grupo que se foca mais em covers, acho que vale muito a pena conferi-los, principalmente para aqueles que curtem e sentem saudades do bom e velho rock n roll.
Ouçam algumas músicas: