Olá mestres e mestras, estamos de
volta com o #TocaFitas; aproveitando a ocasião especial dessa data importante
para o Nordeste brasileiro, que marca a maior das festas juninas: O São João. E nada mais justo que relembrar
um grande artista que alegrou muitas e muitas festas juninas. Estamos falando
dele, o Rei do Baião. E o Mestres Sonoros reuniu um top 5 com algumas das suas
composições mais marcantes; vamos começar com:
5 – O Xote das Meninas
Esse 'Pé de serra' em ritmo mais lento é um épico de Luiz Gonzaga. Perfeito para os casais curtirem enquanto "só pensam em namorar".
4 – Pagode Russo
O que mais chama a atenção nessa faixa é a própria letra, com uma mensagem subliminar por trás.
3 – Numa Sala de Reboco
Lançada nos anos 60, essa canção não sai da rotina dos pernambucanos; afinal, quando se fala na Sala de Reboco, a música do Rei do Baião é sempre a primeira coisa que vem à mente. Já foi interpretada também por Elba Ramalho, em 2001 e Dominguinhos (In Memorian) , em 1997.
2 – Asa Branca
E como não lembrar da composição mais famosa do mestre, simplesmente imprescindível para qualquer festa junina. Trás à tona a realidade que o sertanejo vive todos os dias desde sempre.
1 – “Olha pro céu meu amor”
Em primeiríssimo lugar, a faixa que abre a maioria das festividades em geral, em ritmo mais acelerado, perfeita para danças de quadrilhas. Alguns a consideram como o hino do São João; porém há controvérsias...
Olá pessoas, após um tempo parado, o "A História Por Trás da Canção" está de volta, e como vocês podem ver no título, dessa vez falaremos de duas músicas em um único post. Mas ai vocês me perguntam o porquê disso, é simples, porque essas duas músicas em questão estão interligadas, e vocês irão entender o motivo.
Há um tempo atrás, fiz um post pro quadro "Tretas Sonoras" aqui no blog falando da antiga rixa entre o Dave Mustaine e o Metallica, e lá citei um pouco sobre a história dessas duas músicas.
Mas para quem não leu a postagem, darei um breve resumo agora.
Para quem não sabe, Dave Mustaine já fez parte do Metallica lá em seu início, antes mesmo da banda lançar o "Kil 'em All", mas por conta de diversos desentendimentos entre ele e o resto dos integrantes, Mustaine acabou expulso da banda em meio a uma tour que eles faziam na época, onde a banda acabou obrigando Dave a voltar para casa sem um tostão furado no bolso.
No fim, essa foi a causa do surgimento do Megadeth, que foi uma forma que o Dave teve para "se vingar" dos ex-companheiros, alegando que a banda dele seria muito melhor do que o Metallica. Se ele alcançou esse objetivo, não cabe a mim falar isso, cada um que tire suas conclusões.
Por anos houve esse rixa entre as duas bandas, mas que felizmente já acabou e eles já voltaram a ser amigos há um bom tempo, tendo inclusive já tocado e entrado em turnê juntos por diversas vezes.
Mas finalmente chegando no ponto central dessa postagem, após a expulsão de Dave do Metallica e a chegada de Kirk Hammet para substituí-lo, a banda finalmente lançou o seu primeiro disco, o "Kill 'em All" em 1983. E mesmo sem Dave, foram utilizadas no álbum algumas músicas que tiverem uma parte de sua autoria, e uma delas é justamente a "The Four Horsemen".
Quando Mustaine ainda fazia parte da banda, a música se chamava inicialmente de "The Mechanix", mas após sua saída, o grupo mudou o nome, a letra e colocou um "toque Hammet" na canção, passando a se chamar a partir de então de "The Four Horsemen".
Dave não gostou nem um pouco dessa história e exigiu para que seus ex-companheiros não utilizassem a música, o que claramente não foi atendido. Sendo assim, no ano seguinte quando o Megadeth lançou o "Killing Is My Business... And Business Is Good!", o primeiro da banda, entre as faixas ele colocou a "Mechanix" (tirando apenas o "The" do nome original) mantendo a letra original e tocando com um ritmo mais rápido.
E por anos, toda vez que o Megadeth tocava a música ao vivo, antes de começar ele falava: "Existem duas maneiras de se tocar essa música, a nossa maneira e a maneira 'deles', a nossa é desse jeito..." fazendo uma clara provocação ao Metallica.
A letra de "The Four Horsemen" faz uma referência a história bíblica dos quatro cavaleiros do apocalipse (Peste, Fome, Guerra e Morte), e também se deve ao fato dos membros da banda se autodenominarem como "os quatro cavaleiros". Já a letra de "Mechanix" se refere a um atendente de posto de gasolina que faz sexo para reparar o seu negócio.
Olá pessoal, bem-vindos a mais um "Recomendação da Semana", mais uma vez dando aquela moral merecida para a cena underground local. Assim como foi semana passada, a banda dessa edição é original mais uma vez de Pernambuco, mas diferente da outra que ainda está dando seus primeiros passos, a que vamos falar hoje já pode ser considerada uma veterana e já tem uma boa base de fãs não apenas no estado, mas também pelo resto do Brasil.
Estou falando dos recifenses do Terra Prima, banda essa que inclusive já falei aqui no blog em outras ocasiões, mas isso fica pra depois, no mais, vamos começar falando um pouco da história do grupo.
A banda foi formada em meados de 2004, e de início sua ideia foi por um pouco dos ritmos regionais dentro do metal melódico, não apenas de Pernambuco, mas também do mundo todos. Seu primeiro disco foi lançado apenas em 2010, o intitulado "...And Life Begins" (disco esse que lhe rendeu a abertura do show do Iron Maiden em 2011) e o "Second" foi lançado nesse ano de 2016, e atualmente o grupo é formado por Daniel Pinho nos vocais, Gabriel Carvalho no baixo, Tiago Guima na bateria e a dupla de guitarristas Otávio Mazer e Diego Veras.
Agora, vamos falar um pouco do som deles, começando antes de tudo pelo primeiro álbum, o "...And Life Begins. Bom, se você curte muito o Angra, esse CD com certeza o agradará, porque lembra bastante, aliás, lembro que ouvi a banda pela primeira vez no show de abertura do Iron Maiden em Recife em 2011, e a primeira coisa reparei eles foi essa semelhança que tinham com o som do Angra, e consequentemente foi o que me fez curtir o som deles.
Os agudos do Pinho nesse CD são sensacionais, e sua potência vocal é simplesmente impecável, mas tenho que destacar principalmente o Otávio e o Diego, que pra mim, fazem a melhor dupla de guitarristas do cenário underground pernambucano.
O disco além de tudo, também conta com uma participação muito especial de Rafael Bittencourt, guitarrista do Angra, na faixa "Essence", onde admito, houve muitos momentos que as vozes dos dois ficaram equivalentes, fazendo com que fosse difícil identificar qual deles estava cantando, mas de qualquer forma, essa é uma ótima faixa.
E se quiserem que eu destaque algumas músicas, lá vai: São elas "Time To Fly", "Life Carries On", "And Life Begins" e a que é a mais clássica deles, "Await The Story's End".
Agora seria o momento em que falaria do segundo álbum deles, o "Second, mas como já fiz uma resenha sobre ele há um tempinho atrás, não irei repetir aqui para não ser redundante. Em vez disso, para vocês que quiserem saber a minha opinião sobre esse disco, basta clicar aqui para ler a resenha que fiz sobre.
No mais, o Terra Prima é uma ótima recomendação para você que é um grande apreciador do metal nacional.
Olá pessoal, bem-vindos a mais um "Recomendação da Semana", que pode até atrasar de vez em quando, mas ele não falha.
E hoje falaremos de uma banda que é basicamente um "bebê" ainda no cenário musical, isso porque eles iniciaram suas atividades em 2013, e só lançaram o seu primeiro EP essa semana. Essa banda é os recifenses da Acervo.
Banda formada em meados de 2013, a Acervo começou como um grupo de escola que se reuniu para uma apresentação na mesma, e desde então tem seu desenvolvido o seu som. Atualmente, o grupo é composto pelo vocalista Tiago Fagundes, pelos guitarristas Thyago Lobo e Luiz v. Miquelli (popularmente conhecido como "Alemão"), o baixista Eddy Silva e o baterista Marcos Vinícius.
Sua discografia é composta por um único EP, o "Atordoado", que como disse já no início desse texto, foi lançado basicamente essa semana. Então, vamos para as considerações em relação ao primeiro trabalho da banda.
Começo dizendo que esperava que a qualidade de gravação do EP fosse aquelas bem amadoras, onde o áudio seria um tanto que zoado, o que é normal vindo de uma banda que surgiu quase agora, mas felizmente fui surpreendido, a gravação se iguala bastante a de bandas que já estão no mercado há mais tempo, o que é um ponto muito positivo, já que normalmente, quando o som está muito "amador" há bastante pessoas que começam a olhar feio para o trabalho do grupo em questão, ou seja, ao invés de atrair mais gente que parem pra ouvir a música, acaba afastando, nesse fator a Acervo se saiu muito bem.
A sonoridade deles também me agrada bastante, como já deixei claro em vários outros posts aqui, não há nada que me agrade tanto quanto um rock pesado, que é basicamente o estilo deles, onde o grupo dosa bem se utilizando de fortes distorções, mas também não sendo aquela coisa que chega a ser insuportável de ouvir para algumas pessoas, podendo ser um som agradável para fãs de vários estilos.
Suas letras não chegam a ter uma temática fixa (ainda), mas ainda assim são bem pensadas, inclusive, achei interessante a música "Cata-Lixo", que meio que fala do que é mostrado na capa do EP, onde se ver uma pessoa no meio de um lixão.
Sobre a instrumentalidade, os caras mandaram bem, como já disse, eles não deixam a dever para nenhuma banda que está a mais tempo no mercado, aliás, há algumas que inclusive eles conseguem serem melhor.
Enfim, se você está afim de ouvir um som completamente novo e bastante agradável, a Acervo é a banda para você.
Normalmente posto apenas algumas música, mas como o grupo tem apenas cinco músicas gravadas, postarei o "Atordoado" todo aqui para você ouvirem:
Em uma triste segunda feira, no dia 5 de maio de 2003, encerrava-se uma das maiores e melhores parcerias da Música Popular Brasileira, saia de cena o compositor e poeta Waly Salomão aos 60 anos de vida. Jards Macalé seu principal parceiro de canções memoráveis, como: "Vapor barato", "Mal secreto", "Anjo exterminado" continua cantando e compondo, mas a parceria que entrou para história Jards e Waly restaram as composições e as gravações de grandes nomes da música,como: Gal Costa, Frejat, Maria Bethânia, Caetano Veloso entre outros.
Um projeto super especial lançado pela gravadora Biscoito Fino em 2005 foi: "Jards Macalé: Parcerias com Waly Salomão - Real grandeza", na obra conta com 11 parcerias da dupla.
(Capa do CD:"Jards Macalé: Parcerias com Waly Salomão - Real grandeza")
(Jards e Waly:Os dois amigos após uma apresentação na TV)
(Jards Macalé: Em 2016 completou 73 anos de pura música)
Olá pessoal, está começando mais um "Recomendação da Semana" nessa sexta-feira maravilhosa de feriadão. E vou logo avisando que a banda que falarei hoje provavelmente causará repulsa naqueles headbangers mais radicais, isso porque hoje falarei de um estilo que é muito perseguido no meio metal que é o chamado "white metal", ou metal cristão pra quem preferir chamar assim.
Quem convive no meio metal como eu, entende muito bem a polêmica que esse assunto causa, mas nessa postagem não irei me aprofundar nisso, a intenção aqui é divulgar o trabalho da banda, que por sinal, é muito bom. E sobre o assunto "white metal" em si, futuramente farei uma postagem onde falarei um pouco do estilo, o porquê que ele é tão perseguido e minha opinião sobre.
Mas de qualquer forma, se você é do tipo que gente que é mente fechada para esse tipo de música, sugiro que feche a postagem agora e vá arrumar coisa melhor pra fazer, mas se você for mente aberta para tudo de bom que esse estilo tem a proporcionar, siga adiante.
Mas enfim, a banda de hoje se trata dos mineiros do Allos, formada em 2003, o grupo atualmente conta com Celso Alves (vocal), Júnior Oliveira (guitarra), Edley Winderson (baixo) e Wallace Ryan (bateria), o estilo que eles utilizam em suas músicas é o "Power Metal" e sua discografia é composta por apenas um único disco, o "Spiritual Battle" de 2012.
A temática da banda é bastante óbvia se você prestou atenção no que escrevi no início do texto, certamente, suas letras tratam de mensagens bíblicas, aliás, o próprio nome da banda é uma referência ao Espírito Santo.
Agora falando do seu único disco, o "Spiritual Battle", digo que se você é fã de bandas como Helloween, Rhapsody Of Fire e Angra (banda que eles já abriram show), com certeza irás gostar do Allos, principalmente porque a potência vocal do Celso consegue se igualar facilmente a de qualquer outra vocalista de bandas maiores, aliás, acho que há muito tempo que não ouvia uma voz tão potente quanto a dele.
O disco em si é muito bom, foi um daqueles que conseguiu me cativar desde a primeira vez que ouvi, e se tem algo que se destaca no álbum é o teclado. Os solos de guitarra mais uma vez, não deve ao de nenhum de bandas de mais renome, e mesma coisa falo do baixo e da bateria.
Outra coisa bastante interessante no CD é a participação da cantora Fernanda Ohara, que foi o diferencial principalmente na música "Everlasting Love" (que também tem a sua versão cantada em português chama "Eterno Presente"). Mas essa não é a única participação dela no disco, podemos ouvir também a sua doce voz na faixa "Spiritual Battle" e "Journey", por exemplo.
As músicas que mais destaco são "The Hero", "Spiritual Battle", "Everlasting Love" e "Journey".
No geral, se você for headbanger for mente aberta o suficiente para ouvir uma banda denominada cristã (o que muitos não são), recomendo que ouça o disco e tire você mesmo as suas próprias conclusões, e sinceramente, o som deles é tão bom que o fato deles serem uma banda de white metal vai nem fazer diferença para você no fim das contas =D (o que não deveria fazer desde o princípio, mas enfim).