sábado, 14 de maio de 2016

#IssoBombou , Episódio 12



Por Bruno Mário






  Olá Mestres e Mestras, o #IssoBombou está de volta e, face os últimos acontecimentos em nosso país, eis que vale lembrar uma música que incentivou os brasileiros no início dos anos 70’, sobretudo os jogadores que integraram a fantástica seleção tricampeã do mundo, em 1970.

  “Pra frente Brasil” foi composta por Miguel Gustavo (Letra) e Raul de Souza (Melodia); e foi apresentada pelos Incríveis, tornando-se a música-ícone das transmissões do mundial do México, sendo esta copa a primeira a ser transmitida na TV em cores.

  Uma vez que o país estava sob o regime militar, tendo o General Emílio Garrástazu Médici como presidente da república, a ideia de “Exército dos 90 milhões” (De Brasileiros) foi o comburente para que o povo acompanhasse assiduamente o torneio, vencido por um elenco muito à frente do seu tempo, tido por quase todos como o melhor da história do futebol mundial. Com exceção do jogo entre Brasil x Inglaterra, as vitórias foram conquistadas de forma relativamente fácil pela seleção na caminhada rumo ao tri.
   E hoje ? Somos “ 200 milhões em ação “ , sonhando com um país melhor – E mais que isso – Com um futuro melhor para as próximas gerações de brasileiros.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Recomendação da Semana #31: Pentakill

Por Renan Soares

                                            

Olá pessoal, é sexta-feira e está na hora do "Recomendação da Semana", e a edição de hoje será dedicada especialmente para todos os leitores que são fãs do game "League Of Legends", esse que é um dos jogos mais populares do mundo atualmente.
Você que joga LOL já deve ta ligado que a banda que falaremos hoje é a "Pentakill", que é a banda de Heavy Metal fictícia criada pelo jogo. Grupo esse que seria formado pelos campeões (personagens do jogo) Karthus (vocal), Yorick (baixo), Mordekaiser (guitarra), Sona (teclado) e Olaf (bateria).
A história da banda começou em 2012 de uma forma bem "sútil", tendo se iniciado com o lançamento das skins (visuais que as pessoas podem comprar para os seus campeões) dos personagens em questão que são mostrados como integrantes de uma banda de metal, tendo sido eles o Karthus por causa de seu visual de caveira, o Yorick por ser um coveiro, o Olaf pelo seu visual viking, a Sona por ela ser uma muda que tem como arma o som de sua arpa (na versão original da personagem) e o Mordekaiser que desde sua criação, tem um viés mais "headbangers" (tanto que o nome de suas skills fazem clara referência a clássicos do metal, e uma de suas frases é "meu arsenal é como o meu gosto musical, metal e pesado). Após escolherem os integrantes da banda, o grupo foi nomeado de "Pentakill", que é uma marca que o jogador bate ao conseguir matar todos os cinco oponentes do time adversário de uma vez.
De início, as skin foram lançadas mais para ser um visual especial para os campeões, tendo até certo tempo ficado apenas nisso.
Mas, em 2014 (na chamada season 4 do jogo), a Riot Games (produtora do jogo) decidiu levar essa "brincadeira" para outro patamar. Primeiro, eles deram uma remodelada na arte das skins.
                                           

Segundo, eles criaram uma história para a banda e seus integrantes, que você pode ler na íntegra aqui. E em terceiro, vem a melhor parte, com a ajuda de músicos consagrados do metal, a Riot Games gravou o primeiro álbum oficial da banda Pentakill, o intitulado "Smite and Ingnite", que foi lançado em formato digital e disponibilizado gratuitamente para download.
O álbum contou com a participação de músicos como o vocalista norueguês Jorn Lande (ex-Masterplan), o vocalista sul-africano ZP Theart (ex-DragonForce) e o tecladista americano Derek Sherinian (ex-Dream Theather). Claro, há mais músicos envolvidos, mas em minhas pesquisas aqui não consegui achar os seus nomes, por isso, se algum de vocês souberem, postem aqui nos comentários =D.
Agora vamos falar do trabalho da banda em si, primeiramente, se você é fã de bandas como DragonForce, Angra, Rhapsody Of Fire, Helloween e outras do tipo (Power Metal em geral), você com certeza vai curtir o Pentakill, e isso sendo você fã de League Of Legends ou não. o "Smite and Ignite" contêm 8 faixas, sendo 4 delas cantadas (duas pelo Jorn e duas pelo ZP), 3 instrumentais e 1 intro.
E o resultado e bastante instigante, lembro que esse foi um dos álbuns que simplesmente adorei desde a primeira vez em que ouvi, o resultado foi muito bom, as 4 músicas cantadas são muito boas e bastante contagiante para aqueles que são fãs da música pesada, principalmente as duas músicas cantas pelo ZP (Deathfire Grasp e Last Whisper).
Entre as instrumentais, a que mais se destaca na minha opinião é a faixa "Ohmwrecker", que tem um ritmo bastante instigante, sendo uma música perfeita para se inciar um show, por exemplo. Já as outras duas (The Hex Core e Orb of Winter) são as mais chatas, a primeira por ter ficado eletrônico demais e a outra por ser calma até demais, enquanto a intro (The Prophecy), bom, é apenas uma intro rs.
As letras, como vocês podem imaginar, fazem referência ao jogo em si, tanto que alguns títulos são referentes a itens existentes no game, como Last Whisper, Thornmail e Deathfire Grasp, que são relacionados aos itens "Último Sussurro", "Armadura de Espinhos" e o extinto "Sufocamento Ígneo". E elas são narradas de forma que soa como se fosse os campeões indo para o campo de batalha.
A única coisa que faltou para o trabalho ficar mais sensacional ainda foi um clipe onde mostrasse os personagens tocando, o que infelizmente não teve, o máximo que tivemos que se aproximou disso foi uma apresentação do Jorn Lande com o vocalista Nando Fernandes (que se vestiu de Karthus nessa ocasião) e uma banda de fundo na final do Campeonato Brasileiro de League Of Legends no estádio Alliaz Park em São Paulo, onde eles tocaram as músicas "Lightbringer" e "Deahtfire Grasp".
Bom, confiram as músicas agora:

quinta-feira, 12 de maio de 2016

JORNALISTAS E COMPOSITORES BRASILEIROS: Em nome da informação e também das composições inesquecíveis

NELSON MOTTA:

Vidaà
NOME COMPLETO: Nelson Cândido Motta Filho.

Filho de Maria Cecília Motta e Nelson Cândido Motta, nasceu na capital paulista, mas foi morar no Rio de Janeiro com os seus pais quando tinha apenas seis anos de idade.



Música --à

É autor de mais de 300 músicas e entre os seus parceiros estão Lulu Santos, Rita Lee, Ed Motta, Guilherme Arantes, Dori Caymmi, Marcos Valle, Guinga, Max de Castro, Erasmo Carlos, João Donato e a banda Jota Quest. Autor de sucessos musicais como Dancing Days (com Ruben Barra), Como uma Onda (com Lulu Santos), Coisas do Brasil (com Guilherme Arantes), "Bem que se quis", primeiro sucesso de Marisa Monte, além da canção de final de ano da Rede Globo "Um Novo Tempo" (com Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle) Motta já dirigiu espetáculos no Brasil e no exterior e produziu discos de grandes astros e estrelas da MPB tais como Elis Regina, Marisa Monte, Patrícia Marx (fase de maior sucesso em sua carreira), Gal Costa, Daniela Mercury, dentre outros.

Literatura ---à
Escreveu os best-sellers "Noites Tropicais" e "Vale Tudo - O som e a fúria de Tim Maia" (ambos pela editora Objetiva), que, juntos, venderam mais de 300 mil cópias; seus romances "Ao Som do Mar e à Luz do Céu Profundo" (editora Objetiva), "O Canto da Sereia" (editora Objetiva) e "Bandidos e Mocinhas", além do livro de histórias "Força Estranha" (2010 - editora Objetiva), que mistura ficção e realidade, permaneceram na lista dos livros mais vendidos por semanas. Também escreveu "Nova York é aqui" (editora Objetiva), "Memória Musical" (editora Sulina), dentre outros.

Jornalismo ---à

Em 2011 foi ao ar na Globo News a segunda temporada da serie Nelson Motta Especial, com dez programas, cada um com cinco crônicas sobre arte e cultura.

O jornalista apresentou o programa musical diário Sintonia Fina até 2011 em várias rádios do país. E foi o curador do Festival “Sonoridades”, que teve sua segunda edição em fevereiro de 2012.



CHICO CÉSAR

Vida ---à
NOME COMPLETO: Francisco César Gonçalves
Nascido no município de Catolé do Rocha, interior da Paraíba, aos dezesseis anos foi para João Pessoa, onde se formou em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba.
Nessa época, entrou para o grupo Jaguaribe Carne, o qual fazia poesia de vanguarda.


Músico --à

Em 1991, foi convidado para fazer uma turnê pela Alemanha, e o sucesso o animou a deixar o jornalismo para dedicar-se somente à música. Formou a banda Cuscuz Clã e passou a apresentar-se na casa noturna paulistana Blen Blen Club. Em 1995 lançou seu primeiro disco Aos Vivos e seu primeiro livro Cantáteis, cantos elegíacos de amizade (ed. Garamond).

Em 2007 participou do filme Paraíba, Meu Amor, do cineasta suíço Jean Robert-Charrue, cuja música tema é de sua autoria.[2] [3]


Jornalismo -à

Pouco depois, aos 21, mudou-se para São Paulo. Trabalhando como jornalista e revisor de textos da Editora Abril.





VINICIUS DE MORAES

Vida --à

NOME COMPLETO: Marcus Vinicius de Moraes (1913- 1980)

Vinicius de Moraes nasceu em 1913 no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, funcionário da Prefeitura, poeta e violinista amador, e Lídia Cruz, pianista amadora. Vinícius é o segundo de quatro filhos, Lygia (1911), Laetitia (1916) e Helius (1918).[7] Mudou-se com a família para o bairro de Botafogo em 1916, onde iniciou os seus estudos na Escola Primária Afrânio Peixoto. Desde então, já demonstrava interesse em escrever poesias.[9] Em 1922, a sua mãe adoeceu e a família de Vinicius mudou-se para a Ilha do Governador, ele e sua irmã Lygia permanecendo com o avô, em Botafogo, para terminar o curso primário.

No ano seguinte, foi reprovado em seu primeiro concurso para o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em 1943, concorreu novamente e desta vez foi aprovado.[13] Em 1946, assumiu o primeiro posto diplomático como vice-cônsul em Los Angeles. Com a morte do pai, em 1950, Vinicius de Moraes retornou ao Brasil. Nos anos 1950, Vinicius atuou no campo diplomático em Paris e em Roma, onde costumava realizar animados encontros na casa do escritor Sérgio Buarque de Holanda.

Música --à

O ano de 1958 marcaria o início de um dos movimentos mais importantes da música brasileira, a Bossa Nova. A pedra fundamental do movimento veio com o álbum "Canção do Amor Demais", gravado pela cantora Elizeth Cardoso. Além da faixa-título, o antológico LP contava ainda com outras canções de autoria da dupla Vinicius e Tom, como "Luciana", "Estrada Branca", "Outra Vez" e "Chega de Saudade", em interpretações vocais intimistas.


Várias das composições de Vinicius foram gravadas na metade final daquela década por outros artistas. Joel de Almeida gravou "Loura ou Morena" (1956). No ano seguinte, Aracy de Almeida gravou "Bom Dia, Tristeza" (composta com Adoniran Barbosa), Tito Madi gravou "Se Todos Fossem Iguais A Você", Bill Farr gravou "Eu Não Existo Sem Você", Agnaldo Rayol gravou "Serenata do Adeus" e Albertinho Fortuna gravou "Eu Sei Que Vou Te Amar". "O Nosso Amor" e "A Felicidade" foram duas das canções mais lançadas no final daquela década. A primeira foi gravada por Lueli Figueiró e Diana Montez, ambas em 1959. Já a segunda foi lançada por Lueli Figueiró, Lenita Bruno, Agostinho dos Santos e João Gilberto.

Jornalismo --à

e volta ao Brasil no início dos anos 1950, após servir ao Itamaraty nos Estados Unidos, Vinicius começou a trabalhar no jornal Última Hora, exercendo funções burocráticas na sede do Ministério das Relações Exteriores.





RONALDO BÔSCOLI

Vida --à

NOME COMPLETO: Ronaldo Fernando Esquerdo e Bôscoli (1928-1994)

Nascido numa família de artistas, é bisneto da compositora Chiquinha Gonzaga e primo do ator Jardel Filho.



Música --à

Amigo de vários músicos e artistas e disposto a trocar as redações pela noite carioca. Em 1957 escreveu sua primeira letra, "Sente", musicada por Chico Feitosa e interpretada por Norma Benguel no mesmo ano. Nesta época, reunia-se no apartamento de Nara Leão, de quem era namorado. Traiu Nara com a cantora Maysa Monjardim, ex-Matarazzo. Nara não perdoou o namorado nem a amiga e se afastou dos dois.

Compunha com outros artistas as canções que ficariam conhecidas como estilo bossa nova. Um dos grandes nomes do movimento, compôs, com Roberto Menescal, as célebres "O Barquinho", "Nós e o Mar", "Telefone" e "Balançamba". Escreveu com Carlos Lyra duas canções – "Lobo Bobo" e "Saudade Fez Um Samba" – para o histórico disco "Chega de Saudade", de João Gilberto, lançado em 1959.

Jornalismo --à
 Teve como primeira profissão (em 1951) o trabalho num jornal, Diário da Noite, como jornalista esportivo, período limitado à juventude. Época que iniciou amizade com Vinicius de Moraes, que já havia jogado o seu charme para sua irmã, Lila, com quem se casaria tempos depois.


VAMOS OUVIR AS CANÇÕES DESSES ARTISTAS DA INFORMAÇÃO? 



Como uma onda
(Nelson Motta - Lulu Santos) 






À primeira vista
(Chico César)





Tarde em Itapoã
(Toquinho - Vinicius de Moraes)







O barquinho 
(Ronaldo Bôscoli - Roberto Menescal)




terça-feira, 10 de maio de 2016

Cláudio Roberto: O compositor de "Maluco Beleza" e "O dia em que a Terra parou"






-Cláudio Roberto ao lado de Raul Seixas assinou sucessos do maluco ]beleza, como: "Maluco Beleza" , "Aluga-se" , "Tapanacara", "Sapato 36" e "O dia em que a Terra parou".




-O compositor vive recluso há 40 anos num sítio em Miguel Pereira.





Maluco beleza
(Cláudio Roberto - Raul Seixas)





Aluga-se
(Cláudio Roberto - Raul Seixas)





O dia em que a Terra parou 
(Cláudio Roberto - Raul Seixas)




A História Por Trás da Canção: Cangaço - Arcabuzado

Por Renan Soares

                                      

Olá pessoal, está começando mais um "A História Por Trás da Canção", e hoje falaremos de uma música de uma banda não tão conhecida assim no cenário nacional, mas com uma história que com certeza você que não fugiu das aulas de História no colégio conhece.
A banda em questão se trata do grupo do Cangaço, grupo de death metal pernambucano que ao longo dos anos tem conquistado o seu espaço no cenário do Heavy Metal nacional, e a música é a "Arcabuzado", presente no disco "Rastros", o único lançado por eles até o momento.
Como já falei em postagens anteriores que fiz sobre a banda, a característica forte do Cangaço é fazer um som que promove uma mistura da vertente mais extrema com o metal com a música regional nordestina, assim como os temas de suas letras, que normalmente remetem a famosos fatos históricos da região.
E essa música em questão se trata da famosa história de Frei Caneca. Para vocês que fugiam das aulas de História, vou explicar rapidamente quem era Frei Caneca:
Ele foi um dos mais conhecidos revolucionários da história pernambucana, sendo ele o líder da chamada "Revolução Pernambucana" e da famosa "Confederação do Equador", que foram movimentos separatistas, tendo elas ocorridos respectivamente no período colonial e no governo de Dom Pedro I (tendo se iniciado após a Carta Outorgada de 1824 ter sido esboçada).
Mas a música em questão não se foca muito na história completa dele, e sim, nos últimos momentos de Frei Caneca antes de sua execução, tendo se baseado bastante na poesia do escritor pernambucano João Cabral de Melo Neto presente no livro "O Auto do Frade" (tanto que na própria música é recitado um trecho da poesia).
Frei Caneca, após ser preso, foi condenado a morte sob a acusação de crime de sedição e rebelião. Muitos se manisfestaram para que o Frei não fosse executado, mas de nada adiantou.
Ele foi levado até o Forte das Cinco Pontas (onde hoje é o Museu do Recife) para ser enforcado, mas os três carrascos presentes se recusaram a fazê-lo pelo fato de se tratar de um religioso, com isso, Caneca foi levado para um muro vizinho ao Forte, e ali ele foi arcabuzado (morto com tiros de arcabuz, originando daí o nome da música).
Hoje, o local de sua execução é marcado por um busto do religioso com uma placa alusiva.
Ouçam a canção:

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Recomendação da Semana #30: Christopher Lee

Por Renan Soares

                                            

Olá pessoal, esse é mais um "Recomendação da Semana", e dessa vez vou começar de uma forma bem direta. Sim, você não leu errado, e sim, o Christopher Lee que estou falando hoje é exatamente o ator que faleceu ano passado e que ficou famoso por interpretar papéis como Saruman (Senhor dos Anéis), Conde Dokaan (Star Wars), Drácula, e muitos outros.
Mas claro, que não falarei aqui agora da carreira cinematográfica dele, principalmente porque isso com certeza a maioria de vocês já conhecem, irei falar agora do lado músico dele.
Porque provavelmente muitos de vocês não sabem, mas além de ator, Christopher também era cantor de METAL. Isso mesmo, já tendo lançado alguns discos e tudo.
E você pode até achar que isso teria sido algum hobbie antigo que o ator tinha em sua juventude, mas não era, aliás, ele entrou nesse mundo após os 80 anos. E essa relação de Lee com o estilo começou em 2005 por conta da banda italiana Rhapsody of Fire que o convidou para a gravação do seu disco "Symphony of Enchanted Lands II - The Dark Secret", primeiramente, para ser narrador em algumas faixas, aliás, uma coisa que sempre destacou Christopher em sua carreira foi sua voz grave, tanto que ele foi chamado para ser narrador em outros discos não apenas do Rhapsody, mas também de algumas outras bandas, como o Hollywood Vampires. Mas continuando, no fim, a participação do ator no disco não se resumiu apenas a narração, mas também contou com ele cantando junto com a banda a canção "The Magic of the Wizard's Dream".

Tendo esse primeiro contato com o estilo, o ator a partir daí decidiu investir um pouco também no seu lado cantor, e principalmente no seu lado "metal". Apesar disso, a sua discografia é curta, contando apenas com dois álbuns completos e alguns EP's.
Vou falar de seu trabalho nos dois discos agora, começando pelo "Charlemagne: By the Sword and the Cross", esse que foi um álbum conceitual, onde a temática foi a história de Charlemagne (ou Carlos Magno, O Grande , se preferir) que foi um grande rei franco, onde Christopher daria voz ao próprio fantasma do Carlos. E para a "interpretação" dos outros personagens da história, o CD também conta com a participação de Vicent Ricciardi, Lydia Salnikova, Christina Lee, Phil SP, Mauro Conti, e alguns outros músicos. O álbum foi bastante aclamado, recebendo inclusive o "Spirit of Metal" award no Metal Hammer Goldens Gods Awards..
Antes de falar do que achei do disco, falarei também do seu segundo trabalho que foi o CD "Charlemagne: The Omens of Death", que em questão de temática é basicamente igual ao seu antecessor, diferindo apenas na sonoridade. Irei explicá-los melhor isso.
O primeiro disco tem uma pegada bem mais "orquestrada", coisa que o próprio Christopher já falou em entrevistas, tipo, os elementos mais "metal" (guitarras, baterias) não ficam tanto assim em questão, se ouve com muito mais destaque os sons de instrumentos orquestrais. Tanto que me arriscaria dizer que daria pra fazer um musical se utilizando as músicas desse disco, principalmente porque o mesmo é dividido em atos, sendo cada um iniciado por uma narração.
Como já disse, o segundo tem a mesma temática, inclusive, percebe-se que são utilizadas as mesmas músicas com as mesmas letras, mudando apenas os nomes. Mas o que diferencia esse álbum do primeiro?
A repostas é simples, a sonoridade. O "Charlemagne: The Omens of Death" tem uma pegada muito mais "metal" do que o disco anterior (um som bem próximo do Power Metal, caso queiram saber). O álbum possui um som mais pesado, destacando bem mais os riffs de guitarra e a batida da bateria do que no "Charlemagne: By the Sword and the Cross".
E se querem minha humilde opinião, eu gosto muito mais do segundo álbum exatamente por conta desse detalhe, eu como um grande fã do som pesado me agrado muito mais com o som de guitarras pesadas do que de calmos violinos, aliás, que é outro detalhe que diferencia os dois trabalhos, as músicas no primeiro são mais lentas, quanto as do segundo são bem mais rápida. Claro, cada uma seguindo o ritmo de sua sonoridade.
Mas, isso é mais uma questão de gosto pessoal mesmo, isso para mim não descredita em nada o belo trabalho feito no primeiro disco, por isso, recomendo que ouçam os dois, mas se você é que nem eu e tem preferência por um som mais pesado, com certeza gostarás mais do "The Omens of Death".
Dos EP's que Christopher lançou, eu ouvi apenas dois, que foram os dois que ele lançou com a temática de natal, onde cada um possui dois covers de músicas natalinas em versão metal (com a sonoridade do "The Omens of Death", já deixando claro). Para os que ficarem curiosos, também recomendo a audição desse trabalho, pois também é muito bom.
Ele também possui outros lançamentos, mas esses ainda não parei para ouvir.
Bom, esse seria o momento em que eu colocaria algumas músicas deles para vocês ouvirem, mas o problema é que a gravadora do Christopher pelo visto é uma daquelas bem chatas que costuma apagar qualquer vídeo no youtube que tiver suas músicas. E para piorar, em seu canal oficial eles não disponibilizam quase nada para quem quiser ouvir, no máximo, trechos de alguns trabalhos e o único clipe gravado pelo ator da música "The Bloody Verdict of Verden", mas de qualquer forma, postarei o que achar aqui para vocês.
Mas para vocês que querem conhecer a fundo o trabalho musical do Christopher Lee, recomendo que cavem lá nas profundezas do torrent que vocês acharam os seus discos para download (eu pelo menos consegui achar), pode ser até difícil de encontrar, mas tem, é só irem atrás ;D.
Outra opção também é o spotify, felizmente, as músicas estão disponíveis para audição por lá, e se sua conta for premium então. melhor ainda.
PS: No nosso Podcast especial de Natal, eu apresentei uma música dele, outra opção também é irem lá conferir ;).
Enfim, aí estão:
  

quinta-feira, 5 de maio de 2016

RESENHA: Terra Prima - Second

Por Renan Soares

                                           

Após quase 6 anos de espera, a banda pernambucana Terra Prima finalmente lançou o seu tão esperado segundo álbum, disco esse que ficou um bom tempo em produção até finalmente ficar pronto.
Que o grupo tem conquistado cada vez mais o seu espaço no mercado musical de uns anos para cá, isso não é novidade, isso ficou bastante claro desde quando eles abriram o show do Iron Maiden em Recife em 2011, e nesse novo disco a gente ver o quanto eles evoluíram de lá para cá.
Começando pela participação especial do álbum, que dessa vez veio em nível internacional. Enquanto no primeiro disco "...And Life Begins" eles contaram com a participação de Rafael Bittencourt (guitarrista do Angra) na música "Essence", dessa vez eles foram mais longe, convidando dessa vez o vocalista italiano Fabio Lione (Rhapsody Of Fire e Angra) na música "Coming Home", música essa que foi a primeira liberada pela banda antes do lançamento do álbum.
E só nessa faixa você já percebe que a banda tenta fazer um som um pouco mais diferente do que fizeram no "...And Life Begins", mas ainda assim, não indo tão a contraponto assim.
Mas uma coisa eles já conseguiram, que foi não soar tão parecido com o Angra que nem era no primeiro disco, e um fator que ajudou foi o fato deles não se utilizarem de arranjos de teclados nesse novo trabalho. Posso dizer inclusive, que as músicas do disco soaram bem mais fortes do que as do trabalho anterior, mas claro, ainda assim não deixou de soar como uma banda de Power Metal, mas claro que essa não era a proposta deles, afinal, essa já passou a ser a identidade da banda desde seu princípio.
Outra coisa diferencial foi que dessa vez a banda também optou por não se utilizar muito de recursos que soassem com um som mais regional, como por exemplo, a batida de maracatu que há na intro "Gatezzz" no álbum anterior, o máximo que podemos encontrar é umas batucadas em uma parte da música "Blame".
Mas, parando com as comparações com o primeiro disco, a única coisa ruim que tenho pra falar do "Second" é apenas do nome que para mim, faltou um pouco de criatividade, porque sinceramente, chega ficou meio redundante chamar o segundo álbum da banda de "Second".
Sendo que, claro, isso não influencia nada do som feito, que foi simplesmente muito bom, "Once Upon a Time" é uma ótima música para iniciar o disco, sua sonoridade consegue dar aquele ar de início que se espera de uma faixa de abertura.
O destaque do álbum ficou por conta da participação de Fabio Lione na faixa "Coming Home", que é a melhor música do disco. E voltando a fazer comparações com o "...And Life Begins", essa parceria para mim, ficou melhor do que a com o Rafael Bittencourt em "Essence", isso porque nesta, as vozes do Daniel Pinho e do guitarrista do Angra ficaram muito equivalentes a ponto de ficar quase igual, enquanto com o Lione as vozes dos dois ficaram mais diferenciadas. Outras faixas que destaco são as "Wheels Of Time" e "Thomas", mas isso é por uma questão mais de gosto pessoal mesmo.
Sobre a questão instrumental é até redundante falar isso, ficou mais uma vez impecável, os solos de guitarra são magníficos e o vocal do Pinho continua na sua potência máxima.
No mais, só me resta parabenizar ao Daniel Pinho, Otávio Mazer, Diego Veras, Gabriel Carvalho e Tiago Guima por mais esse ótimo trabalho.
Ouçam algumas canções: