sexta-feira, 8 de abril de 2016

Recomendação da Semana #26: Stone Sour

Por Renan Soares

                                              

Olá pessoal, bem-vindos a mais um "Recomendação da Semana", antes de tudo peço desculpas pela ausência das minhas postagens ao longo dessas últimas semanas, estivesse em semana de provas e tive que me dedicar aos estudos, mas não se preocupem porque próxima semana voltaremos a nossa programação normal, inclusive já estou com ideias para os próximos "A História Por Trás da Canção" e "Tretas Sonoras". E fiquem ligados esse fim de semana que teremos resenha aqui no blog.
Mas enfim, voltando para o assunto do post, hoje falaremos de uma banda cujo o seu vocalista já é uma figura bastante conhecida no mundo do rock por conta de uma outra banda que ele participa. Imagino que a maioria de vocês devem conhecer muito bem o Slipknot, e consequentemente, conhecem o vocalista Corey Taylor.
Mas claro, não é do Slipknot que iremos falar hoje, e sim, da outra banda dele, o Stone Sour.
Apesar de não ter a mesmo popularidade que o Slipknot, o nome do Stone Sour ainda assim é bastante aclamado mundo a fora. Banda que surgiu em 1992 (antes do Slipknot, vale ressaltar), mas só lançou seu primeiro CD em 2002, e antes que você ache que o grupo é algo parecido com o Slipknot, já aviso logo que não é (e não é pelo fato de tocarem sem máscaras), enquanto o Slip apresenta aquilo que chamamos de "New Metal", o Stone é mais o que chamamos de "Post-Grunge".
A banda até 1997 não tinha produzido quase nada, tendo assim "encerrado" as atividades tendo Corey ido pro Slipknot, mas em 2000, o projeto foi retomado contando inclusive com o James Root (guitarrista do Slipknot) que fez parte do Stone Sour até 2014, quando saiu da banda por motivos até hoje não esclarecidos.
Atualmente, o grupo é formado por Corey Taylor (vocal), Josh Rand (guitarra), Christian Martucci (guitarra), Johny Chow (baixo) e Roy Mayorga (bateria). E sua discografia é formada pelos discos "Stone Sour" (2002), "Come What(ever) May" (2006), "Audio Secrecy" (2010), "House Of Gold and Bones Part 1" (2012) e "House Of Gold and Bones Part 2" (2013).
Agora finalmente falando do trabalho deles, vou confessar que eu particularmente gosto muito mais do som do Stone Sour do que do Slipknot, apesar de ter uma ideia diferente, continua sendo uma música pesada de instigante, fazendo que mesmo os fãs do Slip consigam curtir o som do Stone.
E Corey mostra em ambas as bandas que é um vocalista de qualidade, conseguindo fazer de forma qualificado tanto um vocal mais gutural (Slipknot) quanto um vocal mais limpo (Stone Sour).
O álbum que mais destaco deles é o "Come What(ever) May", que tem as melhores músicas como "30/30-150", "Made Of Scars", "Reborn" e a faixa título "Come What(ever) May" que tem uma das melhores letras onde ele crítica o governo Bush, e sem esquecer da faixa mais famosa deles, a "Through Glass". Em segundo, destaco o álbum "House Of Gold and Bones Part 1" que é um dos mais pesados da banda, e as duas primeiras músicas desse CD são simplesmente sensacionais, a "Gone Sovereign" e "Absolute Zero", que inclusive tem os clipes em conjunto, outras ótimas faixas do disco são "A Rumor Of Skin", "RU486" e "Last Of The Real".
Deixo no mesmo patamar os discos "Stone Sour" e o "House Of Gold and Bones Part 2", o primeiro por ser o primeiro mostra o vocal do Corey em potência máxima, sendo também um dos mais pesados da banda (apesar de ter a música "Bother" que é calma), e definitivamente, as faixas que mais se destacam são "Get Inside" e "Orchids". O segundo citado admito que de primeira eu não curtir tanto assim, precisei ouvir mais algumas várias vezes até me cativar, mas ainda assim o coloco um nível um pouco abaixo do "Stone Sour", ao contrário do "Part 1", as músicas desse não tiveram o mesmo peso, sendo por isso que eu não curti da mesma forma que o anterior. Desse disco, destaco as faixas "Do me a Favor", "The House of Gold and Bones", "Black John" e "Gravesend".
Por último, coloco o "Audio Secrecy" que foi o álbum que menos gostei, aliás, só ouço três faixas desse disco normalmente, a "Mission Statement", "Say You'll Haunt Me" e "Digital (Did You Tell)", essa última que também tem uma das melhores letras, por tratar de uma das coisas que o Corey mais critica hoje dia, que é a geração atual que fica muito presa as novas tecnologias. E outra razão para eu por esse álbum por último, é por possuir a faixa mais chata da banda, a "Hesitate".
Enfim, se você já é fã do Slipknot, tenha certeza que vais curtir o Stone Sour, e se você não curte, essa seria mais uma razão pra ouvir o Stone, porque como eu disse anteriormente, é uma ideia de som completamente diferente e que você pode muito bem gostar.
Confiram algumas músicas:

quarta-feira, 6 de abril de 2016

BELCHIOR: "Apenas um rapaz latino americano" e o recado à ditadura!

Em 1976, o grande Antônio Carlos Belchior usava sua genialidade para cutucar a “fera” que estava a todo vapor, a terrível ditadura brasileira. Com os versos fortes de “Apenas um rapaz latino americano”, como:  “Por favor não saque a arma no "salão" eu sou apenas um cantor / Mas se depois de cantar você ainda quiser me atirar / Mate-me logo, à tarde, às três, que à noite tenho um compromisso / E não posso faltar por causa de você”




LETRA:

Eu sou apenas um rapaz
Latino-Americano
Sem dinheiro no banco
Sem parentes importantes
E vindo do interior

Mas trago de cabeça
Uma canção do rádio
Em que um antigo
Compositor baiano
Me dizia
Tudo é divino
Tudo é maravilhoso

Mas trago de cabeça
Uma canção do rádio
Em que um antigo
Compositor baiano
Me dizia
Tudo é divino
Tudo é maravilhoso

Tenho ouvido muitos discos
Conversado com pessoas
Caminhado meu caminho
Papo, som, dentro da noite
E não tenho um amigo sequer
Que ainda acredite nisso não
Tudo muda!
E com toda razão

Eu sou apenas um rapaz
Latino-Americano
Sem dinheiro no banco
Sem parentes importantes
E vindo do interior

Mas sei
Que tudo é proibido
Aliás, eu queria dizer
Que tudo é permitido
Até beijar você
No escuro do cinema
Quando ninguém nos vê

Mas sei
Que tudo é proibido
Aliás, eu queria dizer
Que tudo é permitido
Até beijar você
No escuro do cinema
Quando ninguém nos vê

Não me peça que eu lhe faça
Uma canção como se deve
Correta, branca, suave
Muito limpa, muito leve
Sons, palavras, são navalhas
E eu não posso cantar como convém
Sem querer ferir ninguém

Mas não se preocupe meu amigo
Com os horrores que eu lhe digo
Isso é somente uma canção
A vida realmente é diferente
Quer dizer
Ao vivo é muito pior

E eu sou apenas um rapaz
Latino-Americano
Sem dinheiro no banco
Por favor
Não saque a arma no "saloon"
Eu sou apenas o cantor

Mas se depois de cantar
Você ainda quiser me atirar
Mate-me logo!
À tarde, às três
Que à noite
Tenho um compromisso
E não posso faltar
Por causa de vocês

Mas se depois de cantar
Você ainda quiser me atirar
Mate-me logo!
À tarde, às três
Que à noite
Tenho um compromisso
E não posso faltar
Por causa de vocês

Eu sou apenas um rapaz
Latino-Americano
Sem dinheiro no banco
Sem parentes importantes
E vindo do interior
Mas sei que nada é divino
Nada, nada é maravilhoso
Nada, nada é secreto
Nada, nada é misterioso, não


Apenas um rapaz latino americano
(Belchior) 












terça-feira, 5 de abril de 2016

MOMENTO POESIA: Pés independentes

A


 A Jair Oliveira

Filho de peixe, Jairzinho é!
Era um menino no seu balão mágico
Era um cantor menino
Um compositor menino (guardando para o futuro seus versos)

Trilhou com seus pés, encantou com sua música.
Com seu violão e acordes soltos, canta o Brasil, o futebol, o amor.
Ele tira onde para a onda não lhe tirar
E sempre acontece das canções querê-lo como pai

O discurso não é pronto, a voz vem junto com a emoção
Nesse improviso da vida, nessa hora de criação na vida
Vejo o cantor e o compositor se unindo em um só
Para através de sua identidade musical ser livre, ser Jair Oliveira!

AUTOR: (Ed Siqueira)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

ESPECIAL CAZUZA: O poeta e seus parceiros nos sucessos



Cazuza e Roberto Frejat (O maior parceiro do poeta)


Alguns sucessos da dupla:



Pro dia nascer feliz



Ideologia



Blues da piedade




Maior abandonado






Cazuza, Bebel Gilberto e Dé Palmeira




Alguns sucessos do trio:


Eu preciso dizer que te amo





Mais feliz



Mulher sem razão







Cazuza e George Israel 



Cazuza e Nilo Romero




O sucesso do trio:


Brasil









Cazuza e Lobão



Parceria dos dois:




Mal Nenhum




sábado, 2 de abril de 2016

#IssoBombou , Episódio 10

Por Bruno Mário



Olá Mestres e Mestras, hoje o #IssoBombou está de volta trazendo um grande sucesso dos anos 90’: “Me Leva”, do Roberto Souza Rocha, o popular ‘Latino’. Quando o então funkeiro estava começando a carreira, marcada por ser repleta de altos e baixos.

“Me Leva !” foi uma das primeiras faixas dele na carreira oficial; lançada em 1993, foi sucesso durante toda a década nos bailes funk do Rio de Janeiro, estendendo-se para todo o Brasil; foi ali onde Latino tornou seu Melody Funk conhecido, e com isso conseguiu fazer negócios com a badalada Columbia Records.

Até os dias atuais, Latino mantém o hábito de cantar seus maiores sucessos da carreira quase sempre em suas aparições; e “Me Leva!” não está fora das playlists jamais. Quem é fã, sabe muito bem.


sexta-feira, 1 de abril de 2016

1 de ABRIL : ESPECIAL MÚSICAS DE SUCESSO QUE O TEMPO NÃO DEIXA MENTIR



Maior abandonado 
(Cazuza - Roberto Frejat)

"Mentiras sinceras me interessam"♫♫




Mentiras
(Adriana Calcanhotto) 







Samba do grande amor
(Chico Buarque)

"Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira" ♫♫






Pra que mentir
(Noel Rosa) 

"Pra que mentir se tu ainda não tens
Esse dom de saber iludir?
Pra quê?! Pra que mentir" ♫♫





Recomendação da Semana #25: Royal Blood

Por Renan Soares

                                     

Olá pessoal, está começando mais um "Recomendação da Semana, e hoje, apesar de ser o dia da mentira, falarei completamente sério com vocês (rs).
Na edição de hoje falarei de uma banda que já falei em vídeos do passado do canal, essa que é uma das maiores revelações do rock nessa época, Se trata da banda britânica Royal Blood, eles que estão ganhando cada vez mais seu espaço no mercado mundial da música por fazerem um rock pesado e de qualidade com apenas um baixo e uma bateria.
Na primeira temporada do canal eu fiz um vídeo falando deles, caso queira conferir basta clicar aqui. Como no vídeo já falei da história deles de uma forma mais completa, nessa postagem vou me focar apenas no trabalho deles.
Antes de tudo, darei um resumo breve de sua história para os que não quiserem ver o vídeo antes de continuar: O Royal Blood surgiu em 2013 na Inglaterra e é formada pelo baixista e vocalista Mike Kerr e pelo baixista Ben Thatcher, e eles se destacaram por fazerem um rock pesado com apenas um baixo e uma bateira, e também pelo fato que o som do baixo do Mike se assemelhar bastante a de uma guitarra, já que o mesmo utiliza vários amplificadores e pedais de efeito para que o instrumento tenha essa distorção.
E em apenas quase 3 anos de estrada, a dupla já alcançou um prestígio bestante alto para uma banda que surgiu quase agora, chegando a tocar em vários grandes festivais ao redor do mundo e assinando contrato com a gravadora Warner, por qual gravou seu primeiro e único álbum até o momento, o autointitulado "Royal Blood" de 2014.
Bom agora é hora de falar do trabalho deles. Admito que conheci a banda apenas ano passado após ver parte de sua apresentação no Rock In Rio da quele ano, de início eu não dava nada para eles, achei que seria uma daquelas bandas que ouviria e que o som deles não surtiria efeito nenhum em mim. Me enganei MUITO.
Foi exatamente o contrário do que eu achava, o Royal Blood foi uma daquelas bandas em que passei a adorar desde a primeira vez que ouvi, e o que me chamou a atenção em primeiro lugar foi o fato do som deles ser feito de uma forma tão "simples", e que ainda assim dá de 10 a 0 em muita banda com 5 ou mais integrantes. Se eu fosse defini-los, diria que eles são uma banda de rock alternativo pesado e de muita qualidade.
O CD deles é simplesmente sensacional, e os clipes são muito loucos (principalmente o da música "Out Of The Black" que chega até ser doentio). As músicas que mais destaco são "Out Of The Black", "Come On Over", "Ten Ton Skeleton" e "Little Monsters".
Bom, se você é uma daquelas pessoas que está sempre a procura de novas bandas que tenham um som que se diferencia das outras, você não se arrependerá em ouvir o Royal Blood.
Confiram algumas músicas: