sexta-feira, 1 de abril de 2016

1 de ABRIL : ESPECIAL MÚSICAS DE SUCESSO QUE O TEMPO NÃO DEIXA MENTIR



Maior abandonado 
(Cazuza - Roberto Frejat)

"Mentiras sinceras me interessam"♫♫




Mentiras
(Adriana Calcanhotto) 







Samba do grande amor
(Chico Buarque)

"Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira" ♫♫






Pra que mentir
(Noel Rosa) 

"Pra que mentir se tu ainda não tens
Esse dom de saber iludir?
Pra quê?! Pra que mentir" ♫♫





Recomendação da Semana #25: Royal Blood

Por Renan Soares

                                     

Olá pessoal, está começando mais um "Recomendação da Semana, e hoje, apesar de ser o dia da mentira, falarei completamente sério com vocês (rs).
Na edição de hoje falarei de uma banda que já falei em vídeos do passado do canal, essa que é uma das maiores revelações do rock nessa época, Se trata da banda britânica Royal Blood, eles que estão ganhando cada vez mais seu espaço no mercado mundial da música por fazerem um rock pesado e de qualidade com apenas um baixo e uma bateria.
Na primeira temporada do canal eu fiz um vídeo falando deles, caso queira conferir basta clicar aqui. Como no vídeo já falei da história deles de uma forma mais completa, nessa postagem vou me focar apenas no trabalho deles.
Antes de tudo, darei um resumo breve de sua história para os que não quiserem ver o vídeo antes de continuar: O Royal Blood surgiu em 2013 na Inglaterra e é formada pelo baixista e vocalista Mike Kerr e pelo baixista Ben Thatcher, e eles se destacaram por fazerem um rock pesado com apenas um baixo e uma bateira, e também pelo fato que o som do baixo do Mike se assemelhar bastante a de uma guitarra, já que o mesmo utiliza vários amplificadores e pedais de efeito para que o instrumento tenha essa distorção.
E em apenas quase 3 anos de estrada, a dupla já alcançou um prestígio bestante alto para uma banda que surgiu quase agora, chegando a tocar em vários grandes festivais ao redor do mundo e assinando contrato com a gravadora Warner, por qual gravou seu primeiro e único álbum até o momento, o autointitulado "Royal Blood" de 2014.
Bom agora é hora de falar do trabalho deles. Admito que conheci a banda apenas ano passado após ver parte de sua apresentação no Rock In Rio da quele ano, de início eu não dava nada para eles, achei que seria uma daquelas bandas que ouviria e que o som deles não surtiria efeito nenhum em mim. Me enganei MUITO.
Foi exatamente o contrário do que eu achava, o Royal Blood foi uma daquelas bandas em que passei a adorar desde a primeira vez que ouvi, e o que me chamou a atenção em primeiro lugar foi o fato do som deles ser feito de uma forma tão "simples", e que ainda assim dá de 10 a 0 em muita banda com 5 ou mais integrantes. Se eu fosse defini-los, diria que eles são uma banda de rock alternativo pesado e de muita qualidade.
O CD deles é simplesmente sensacional, e os clipes são muito loucos (principalmente o da música "Out Of The Black" que chega até ser doentio). As músicas que mais destaco são "Out Of The Black", "Come On Over", "Ten Ton Skeleton" e "Little Monsters".
Bom, se você é uma daquelas pessoas que está sempre a procura de novas bandas que tenham um som que se diferencia das outras, você não se arrependerá em ouvir o Royal Blood.
Confiram algumas músicas:

quarta-feira, 30 de março de 2016

MOMENTO POESIA: Ouvidos que não se queixam


À Vanessa da Mata


Ouço-te Vanessa
Ouço descidas de cachoeiras
Bandas afinadas em tua reverência

Ouço tuas palavras, tua arte e vida
Um pouco de você se reparte em blocos de energia
Evapora grandeza na tua felicidade em cima do palco

Ouço-te Vanessa
Na tua descoberta de brincar com as melodias
Da tua entrega pela personagem da canção

Passeias pelo teu espaço
Descalça  sem afronte, munida  de utensílios faz tua magia
Ouço-te para buscar na profundidade da tua musica um pouco de razão existencial

(Ed Siqueira)



Caetano Veloso e Baby do Brasil: O "Menino do Rio" tinha nome

O ano é 1979, perto de concluir o trabalho “Pra enlouquecer”, Baby do Brasil encontra Caetano Veloso e externa a sua vontade de gravar uma canção dele. Dias depois, durante um encontro na casa de Caetano, onde marcava presença a Baby, estava também um garoto surfista carioca chamado José Artur Machado, apelidado de Petit. Após uma longa noite de bate papo, Caê se inspira e faz a canção “Menino do Rio”. Três dias depois, Baby recebe a ligação de Caetano: “A música tá pronta!”. O mais louco disso que era o último período que Baby tinha para a gravação daquele trabalho.
Infelizmente, em 1987, aos 32 anos, o eterno menino do Rio suicidou-se. Deixando a obra de Caetano Veloso uma constante foto, o Rio de Janeiro está na letra, uma época está na letra.




(Petit -O menino do Rio)










segunda-feira, 28 de março de 2016

A HISTÓRIA POR TRÁS DA CANÇÃO: "Dinorah,Dinorah" de Ivan Lins e Vitor Martins

(Ivan Lins e Vitor Martins)
A letra de “Dinorah,Dinorah” é uma tradução de uma bela mulher para lá de sensual. Segundo Ivan Lins autor juntamente com Vitor Martins da canção, na verdade “Dinorah” foi a descrição de um bêbado que estava no mesmo bar que Ivan e Vitor costuma frequentar. Toda vez que ele aparecia falava sobre sua “namorada” chamada Dinorah. Logo os dois compositores chegaram a conclusão que a tal “Dinorah” era na verdade coisa da imaginação do tal bêbado e que ela estava pregada em seu quarto no calendário. Foi assim que Vitor Martins escreveu a letra da canção.  



LETRA:

Quando a turma reunia
alguém sempre pedia
Ah! Dinorah, Dinorah
e o malandro descrevia
e logo já se via
Ah! Dinorah, Dinorah

E até que ela chegasse a um motel de classe
Ah! Dinorah, Dinorah
Dava um frio na barriga e
pé pra muita briga
Ah! Dinorah, Dinorah

E nos espelhos ela se despe
dança nos olhos uma chacrete
e o pessoal na pior
Repete!

Mas o verdadeiro fato 
está dentro do quarto
Ah! Dinorah, Dinorah
Ele abre o seu armário e
vê no calendário
Ah! Dinorah, Dinorah

E se abraça em frente a ela,
o terno, o corpo dela
Ah! Dinorah, Dinorah
Desenhando na lapela 
a boca e o beijo dela
Ah! Dinorah, Dinorah



Dinorah,Dinorah
(Ivan Lins e Vitor Martins) 




Por Elis Regina 





Renato Russo: O poeta em poesia


Renato, o sensato cara do "rock and roll para lá MPB"
O estranho para muitos, o cara para muitos!
Fugiu da necessidade de ser superstar
Alimentou-se de ser um Russo em terras brasilienses

É vida, é contestação, é enxergar além,
assim o meu poeta da música preferido...
ganhava títulos, ocupava lugares mais que merecidos
Ele sabia ser os mais profundos sentimentos, eram “Renatos” a todo tempo, a todo vapor

Subia no palco, quebrava todo o palco, silenciava pela emoção o público
E gritava que “Todos acreditam no futuro da nação”
Futuro sem uma canção do Renato, não é futuro, é tempo perdido
Por isso, Renato está em todos os lugares, em cada canto que ele se faça com sua inquietude

Eu te vejo Renato, na foto da tua imortalidade
Na tua timidez escancarada e na tua forma de passar sua arte 
Mas de repente amanheceu e
Passou longe de ser sonho, passou longe de ser pesadelo 
Foi música!

(Ed Siqueira)