sexta-feira, 18 de março de 2016

Recomendação da Semana #23: Three Days Grace

Por Renan Soares

                                        


E chegou a hora mais linda da sua sexta-feira, hora do "Recomendação da Semana" \o/.
E a edição de hoje será um pouco "feelings", por isso, se vocês está em um momento depressivo da sua vida, aviso logo para que pare de ler esse post por aqui porque ele não o fará bem (rs). Falo isso porque a banda que falaremos hoje é o grupo de rock alternativo "Three Days Grace".
Eles não chegam a ser uma banda tão desconhecida assim, mas pelo menos aqui no Brasil não são lá muito populares, o que é uma pena, porque é uma banda muito boa. Mas uma coisa tenho que admitir, eu particularmente gosto muito das músicas do Three Days Grace, mas é fato que as temática de suas letras são muito depressivas, o que é meio que a intenção deles.
O grupo foi formado em 1992 em Toronto, no Canadá, e em suas músicas eles exploram bastante o lado sombrio do comportamento humano, o nome, inclusive, é inspirado numa reflexão que diz "Se tivesses três dias para mudar alguma coisa na sua vida, conseguirias fazê-lo?". Por isso que na maioria das vezes suas canções são um tanto depressivas, e vocês verão alguns exemplos quando eu postar as músicas deles, por isso, para entenderem o porque que estou dizendo isso, peço para que quando ouvirem, avaliem bem a letra deles.
Mas enfim, continuando...
O grupo atualmente possui cinco álbuns lançados, são eles o autointitulado "Three Days Grace" (2003), "One-X" (2006), "Life Starts Now" (2009), "Transit Of Venus" (2012) e o "Human" (2015). E para falar um pouco deles, os dividirei em duas época, a época com Adam Gontier (vocalista) e a época sem ele (o que é fácil, já que apenas o último disco é sem ele).
Do primeiro disco (Three Days Grace) até o "Transit Of Venus", a banda era formado por Adam Gontier (vocal), Barry Stock (guitarra), Neil Sanderson (bateria) e Brad Walst (baixo). No geral, os quatro CD's dessa época seguem a mesma linha temática e ideológica, mas ainda assim vou dar para vocês uma ordem de preferência pessoal.
Em primeiro lugar vem o "One-x", que é sensacional, definitivamente o melhor CD deles, inclusive, é nele que tem a música que provavelmente muitos de vocês já ouviram, a "Never Too Late", e nesse mesmo disco há a minha canção favorita deles, a "Animal I Have Become", e a música que sempre ouço nos momentos deprês da minha vida, a "Gone Forever".
Em segundo, vem o autointitulado "Three Days Grace", disco esse que possui outra canção que também é uma das minhas favoritas da banda, a "Home". E nele também se encontra a faixa "I Hate Everything About You", outra música que muitos de vocês devem conhecer.
Em terceiro, vem o álbum "Transit of Venus", o último com Adam no vocal, que também possui ótimas músicas como "Chalk Outline", "Sign Of The Times", "Misery Loves My Company", "Anonymous" e "Operate".
E em quarto, o "Life Starts Now", que dos álbuns com o Adam, é o que menos gostei, mas por uma questão de afinidade mesmo. Mesmo assim, destaco duas músicas dele, "Break" e "The Good Life".
Até que chega 2013, e Adam Gontier pede demissão da banda por conta de "problemas de saúde", entrando no seu lugar Matt Walst, irmão do baixista Brad Walst.
E sinceramente, a banda perdeu MUITO com isso. Vou admitir que eu não ouvir o álbum 'Human" todo, apenas no máximo duas músicas, mas sinceramente, foram o suficiente para eu desanimar por completo com a banda, e sério, não digeri a mudança de vocalista até agora, tanto que nem sequer tenho curiosidade de ouvir o último álbum deles.
Podem me chamar de "viúva do Adam" se quiserem, mas a banda perdeu sua essência sem ele, a voz do Matt não me agradou nem um pouco, e isso sem falar que na minha opinião, a voz do Adam é a que melhor se encaixa no som pesado do Three Days Grace, isso sem falar na melancolia que sua voz tem, que completa perfeitamente a sonoridade da banda.
Mas enfim, eu recomendo muito vocês ouvirem o Three Days Grace na época com o Adam Gontier, mas se forem pra ouvir com o Matt Walst no vocal... aí é por sua conta em risco rs.
Enfim, ouçam aí algumas músicas e analisem aquilo que pedi mais acima =D

E para quem tiver curiosidade, uma música com o Matt no vocal:

quinta-feira, 17 de março de 2016

Lista: 20 músicas do Iron Maiden que todo mundo precisa ouvir

Por Renan Soares


                                   

Finalmente é chegado o dia que a donzela de ferro passará mais uma vez pelos terras tupiniquins (dessa vez sem o Ed Force One por conta do acidente sofrido pelo mesmo no aeroporto de Santiago), e claro, a ansiedade por parte dos fãs para mais esse grande momento está nas alturas, a expectativa é de casa cheia nos cinco shows que eles farão no país.
A primeira parada será hoje (17 de março) no Rio de Janeiro na HSBC Arena, depois dia 19 eles se apresentarão em Belo Horizonte na Esplanada do Mineirão, depois dia 22 em Brasília no Nilson Nelson Arena. dia 24 em Fortaleza na Arena Castelão, e o último destino será em São Paulo, na Allianz Park.
E visando a passagem dos ingleses no Brasil (e também como um grande fã da banda que já presenciou 3 shows dos mesmos), decidi fazer uma lista das 20 músicas do grupo, que na minha opinião, são as maiores obras-primas do mesmo e que nenhum fã ou futuro fã do Maiden pode deixar de ouvir pelo menos uma vez na vida, que são canção cuja as temáticas são muito bem trabalhadas, o que as tornam ainda mais interessantes de serem ouvidas, isso sem falar na suas sonoridades que são sensacionais.
Mas enfim, comecemos:

20- Hallowed Be Thy Name

Faixa presente no clássico álbum "The Number of The Beast" de 1982, essa é uma das músicas mais clássicas da banda e que normalmente tem cadeira cativa nos setlists. E a partir dessa canção que você pode perceber o quanto o Iron trabalha bem em suas letras.
A música retrata os últimos passos de um homem condenado a morte em direção a sua execução, e tudo isso mostrado em primeira pessoa. Durante todo esse processo, o homem em questão começa a refletir sobre o seu passado, chegando a passar por momentos de tensão e arrependimento.
Ouçam:

19- Brave New World

Faixa do álbum com o mesmo nome lançado em 2000, certamente, a música faz referência a conhecida obra "Admirável Mundo Novo" (Brave New World em inglês) do escritor inglês Aldous Huxley. A canção retrata basicamente a mesma temática do livro, fala de um mundo futurista onde as pessoas são predestinadas a viverem de forma harmoniosa sob leis impostas a sociedade, sociedade essa que não possui valores morais e nem éticas religiosas, onde também não há conceito de família e todos são obrigados a tomar um remédio para que não haja questionamentos ao sistema.
Recomendo bastante a leitura do livro em questão, é bastante interessante.

18- Tears Of The Clown

Presente no mais recente disco da banda, o "The Book of Souls", a música foi uma homenagem ao falecido ator e comediante Robin Williams, que morreu em 11 de agosto de 2014 em decorrência da depressão, que foi um caso que intrigou o mundo na época, isso porque como todos devem saber, Robin Williams era um humorista, ou seja, seu trabalho era arrancar risadas das pessoas, e um homem cujo o trabalho era fazer as pessoas alegres, se suicidou por conta da depressão. Caso que pode ser estendido ao Fausto Fantin, humorista brasileiro que faleceu na mesma época também por conta da depressão.
E a música fala exatamente daquela pessoa que normalmente faz as pessoas felizes, mas que é triste por dentro por conta da depressão, mas ninguém percebe isso justamente porque ele sempre está fazendo as pessoas rirem. A letra há várias frases bastantes significativas, como: "Quem motiva o motivador?" ou "Ele sorri para a câmera como se tudo estivesse bem, mas amanhã será um dia que ele terá que enfrentar."

17- Seventh Son of a Seventh Son

Presente no álbum de mesmo nome lançado em 1988, a música faz parte de uma grande narrativa que o disco apresenta. A temática do CD é exatamente a história do nascimento do sétimos filho de um sétimo filho, que no caso seria o "escolhido", e essa faixa em questão falaria do nascimento dessa criança que possui poderes sobrenaturais, e internamente, a criança começa a ter um conflito entre o bem e o mal, onde cada um dos lados tentam persuadi-lo.
E outra coisa que é sensacional nessa música é o momento em que é tocado um órgão, deixando a canção em um clima tenso, isso um pouco depois de ser narrado o nascimento do sétimo filho do sétimo filho.
A música é baseada na obra "Seventh Son" do escritor Orson Scott Card.
A narrativa dessa álbum completa dar muitos panos pras mangas, mas isso fica para um outro post.
Ouçam:

16- Aces High

Lançado no álbum Powerslave de 1984, a canção retrata de um momento passado pela Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial, que foi a Batalha da Grã-Bretanha em 1940, que foi o primeiro conflito travado apenas com aeronaves. Duelo esse que foi travado entre os ingleses e os alemães.
Para ilustrar bem a situação, a música começa se utilizando de introdução o discurso do piloto inglês Winston Churchill, que foi pronunciado quando ele ainda era Primeiro-Ministro inglês, onde ele diz que a Inglaterra não iria se render e que eles lutariam com tudo que fosse necessário.
Durante o conflito, 40 mil pessoas foram atingidas e mais de um milhão de casas foram destruídas, mais da metade estavam em Londres.
A batalha terminou depois dos alemães terem várias baixas após os ingleses melhorarem suas defesas, tendo assim decidido a abandonar a Operação Seelöwe e partido para conquistar a União Soviética.

15- Run To The Hills

Também presente no álbum "The Number of The Beast". a música narra o conflito entre os colonizadores europeus e os índios nativos por suas terras durante o processo de expansão da conquista, mostrando os dois lados da moeda.

14- Powerslave

Voltando ao Powerslave, agora falando da música que dar nome ao álbum. A canção fala de um faraó que começa a lamentar a limitação de seus poderes, isso porque como muitos devem saber, acreditava-se no Antigo Egito que o faraó era a representação de um Deus na terra, e por isso, o personagem da música começa a questionar: "Se eu sou um Deus, porque eu devo morrer?"

13- Two Minutes To Midnight

Ainda no Powerslave, a música "Two Minutes to Midnight", fala um pouco sobre as políticas de guerra que eram utilizadas antigamente, algo como os políticas e empresários ganharem em cima da desgraça da população. E o título, é uma referência a quando o chamado "Doomsday Clock" marcou dois minutos para a meia noite, em 1953, que foi o mais próximo que a humanidade chegou a uma guerra nuclear, o que ocasionaria provavelmente um "apocalipse".
O relógio chegou em tal marca após os Estados Unidos e a União Soviética testarem dispositivos termonucleares em um intervalo de 9 meses entre um e outro.

12- Dance of Death

Pertencente ao álbum com o mesmo nome lançado em 2003, Dance of Death é considerada por muitos uma das melhores músicas da banda, o que eu sinceramente concordo. Sua temática é inspirada em uma alegoria francesa artístico literária chamada "Danse Macabre", que expressa a ideia da universalidade da morte, que não importa o estatuto de uma pessoa em vida, a dança da morte sempre unirá a todos.
                           

A letra da música conta a história de um homem que estava caminhando em uma floresta após ter bebido, e que de repente percebe uma presença o observando, e assustado, ele cai de joelhos e é levado para um local profano, onde ele morre por um momento e é invocado para dançar a dança da morte ao lado de outras almas. E quando percebe um momento de distração daquelas "pessoas", ele aproveita para fugir o mais rápido possível.
E no fim da música é reforçado a ideia de que todos um dia dançaremos com a morte, e que quando essa hora chegar, deveremos estar preparados, e o que o personagem da música passou seria um aviso para que ele aproveitasse a vida ao máximo, porque quando a hora dele realmente chegasse, ele dançaria mais uma vez com a morte.

11- The Reincarnation of Benjamin Breeg

Lançado em 2006 no álbum "A Matter of Life and Death", acho que posso dizer que essa é uma das faixas mais curiosas da banda, isso porque o próprio Iron nunca esclareceu quem seria esse Benjamin Breeg, quando questionados uma vez sobre isso, eles simplesmente responderam: "Os fãs devem descobrir por conta própria".
O que na verdade foi uma grande estratégia de marketing da banda, tendo inclusive eles criado uma página na internet contando a história desse suposto personagem aos olhos de uma pessoa supostamente chama "A. Breeg", que seria um parente de Benjamin.
Eu poderia dar mais detalhes dessa história, mas na verdade deixarei pra contar isso no próximo "A História Por Trás da Canção", por isso, se você quiser saber mais sobre isso, fique ligado no blog na próxima segunda.

10- Wasting Love

Presente no álbum "Fear Of The Dark" de 1992, essa é uma das músicas que até aquele seu parente que não curte Iron já deve ter ouvido. Essa canção é famosa por ser uma das mais melódicas da banda, aliás, você pode muito bem utiliza-la para mostrar aos seus parentes que te enchem o saco por "ouvir música do capeta" que Iron não é essa coisa "maligna" que eles provavelmente acham que é, e que pode até ser agradável para o ouvido deles.
E a temática da letra é um tanto que deprê, porque ela fala daquelas pessoas que preenchem suas vidas com relacionamentos sem significados nenhum, e que por isso, acabam sofrendo por conta da solidão.
PS: Em caso de depressão, não ouça essa música (rs).

09- When The Wild Wind Blows

Presente no álbum "The Final Frontier" de 2010, essa é uma das músicas mais longas que a banda possui em seu repertório (11 minutos).
A letra é inspirada no filme "When The Wind Blows" de 1986, dirigido por Jimmy Murakami. A música conta a história (assim como no filme), de um casal que ouve a notícia de que uma catástrofe irá acontecer e que algo iluminará o céu (uma guerra nuclear), eles coletam tudo que conseguem e vão para um abrigo procurando sobreviver por um bom tempo.
Inclusive, o final da música é bem triste, que é quando encontram o corpo do casal abraçado.

08- Brighter Than a Thousand Suns

Retornando ao "A Matter Of Life and Death" e ainda no assunto "guerra nuclear", temos essa faixa que tem como temática a Segunda Guerra Mundial (aliás, vale lembrar que esse álbum tem como temática principal a guerra), mas em específico, a letra fala sobre as duas bombas nucleares soltadas em Hiroshima e Nagazaki,
E como vocês podem imaginar, o título da música tem esse nome porque as bombas em questões teriam iluminado os céus das duas cidades atingidas de uma forma que nem mil sois teriam conseguido.

07- These Colors Don't Run

Ainda no "A Matter Of Life and Death", essa música fala de um soldado prestes a ir a guerra visando todas as suas motivações para lutar pelo seu país, que seriam elas a glória, o dinheiro, a paixão, as memórias, e outros.
O que podemos perceber no seguinte trecho:

"Pela paixão, pela glória
Pelas lembranças, pelo dinheiro
Você é um soldado de seu país
E qual é a diferença? são todos iguais"

O último verso inclusive reforça uma frase que encontrei uma vez na internet cujo o autor é desconhecido: "Morra pela pátria e viva por nada".

06- Afraid To Shoot Strangers

Voltando ao "Fear Of The Dark", vamos falar agora da faixa "Afraid To Shoot Strangers", que tem como temática a Guerra do Golfo, mas na letra, é relatado sobre essas guerras sempre serem iniciadas pelos políticos e suas ganâncias, e finalizadas por pessoas comuns mandadas para morrer por sua pátria.
A narrativa é focada no psicológico do soldado, onde ele tem todas suas dúvidas e seus medos, porque na verdade ele não quer matar ninguém, seu maior desejo no meio disso tudo é apenas que esse inferno acabe e que ele consiga voltar para casa com vida.
E em questão de sonoridade, eu diria que essa música é uma das mais agradáveis de se ouvir por conta de suas partes calmas.

05- Blood Brothers

Lançado no álbum "Brave New World", essa é uma daquelas músicas em que o Iron fala sobre o sentido da vida, ou seja, sua letra tem um teor bastante filosófico e profundo. A canção foi composta pelo baixista Steve Harris, e nela, ele também fala um pouco da sua relação com o seu pai, como é mostrado no seguinte trecho:

"Por um segundo vejo de relance
Meu pai
E num movimento ele acena pra mim
Em um momento as memórias são tudo
Que permanecem
E todas as feridas estão reabrindo novamente"

A banda também utiliza bastante essa canção para pregar a união dos povos, afirmando que independente de tudo, somos todos irmãos de sangue.

04- The Trooper

Essa eu tenho certeza que estava todo mundo esperando, aliás, que fã do Iron Maiden nunca ouviu essa música, né? A canção foi lançada em 1983 no álbum "A Piece Of Mind", e sua letra retrata sobre a Batalha de Balaclava ocorrida na Guerra da Criméia entre 1853 e 1856.
A música foi inspirada no poema "The Charge of The Light Brigade" de Lord Tennyson, que mostra uma narrativa a partir do ponto de vista de um soldado inglês que no meio da batalha, sem esperanças de sobrevivência, avança em direção das tropas russas.
Nos shows, sempre que essa música é executada, Bruce levanta uma bandeira britânica e veste um uniforme referente ao que era utilizado pelos soldados ingleses na época.

03- The Rime Of Acient Mariner

Voltando mais uma vez ao álbum "Powerslave", temos essa que é a segunda música mais longa da banda (13 minutos). A canção foi inspirada em um poema com o mesmo nome escrito por Samuel Taylor Coleridge.
A história retratada na letra, conta a experiência de um velho marinheiro que é amaldiçoado em sua viagem após atirar e matar um albatroz, mesmo após o mesmo ter ajudado a sua embarcação a sair de uma região gélida da Antártida. Depois do ocorrido, o barco fica a deriva e a tripulação revoltada com o marinheiro por causa dos suprimentos que já chegavam em seu fim.
Até que o barco é visitado por duas entidades, "a morte" e "a vida na morte", e a partir daí, os dois passam a jogar dados apostando a vida de toda a tripulação, tendo apenas o marinheiro sobrevivido e o resto das pessoas que estavam na embarcação, morrido.

02- Fear Of The Dark

Presente no álbum com o mesmo nome, essa canção é um dos maiores clássicos da banda até hoje, tendo também uma cadeira cativa no setlist de seus shows (e vá por mim, não há sensação que se iguale a ouvir essa música sendo tocada ao vivo).
A letra da música retrata sobre a Nictofobia, que é o medo do escuro. Ou seja, é falado sobre a sensação que com certeza muitas pessoas tem (provavelmente você também) de medo quando olha para um local escuro (ou anda por um local escuro) e achar que tem alguém lhe observando, mas quando você ver, não há ninguém ali.
Em resumo, a música representa o medo que temos das coisas que não podemos ver.

01- Empire Of The Clouds

E por último, mas não menos importante, a faixa que fecha o último álbum da banda, o "The Book of Souls". Essa que atualmente é a canção mais longa da banda (18 minutos).
Estamos falando da música "Empire of The Clouds", que provavelmente é uma das mais bem trabalhadas do grupo até hoje, tanto em questão de letra quanto em questão de sonoridade.
A música fala da história do dirigível inglês R101, que era considerado o maior da época, aeronave essa que logo em sua viagem inaugural passou por uma grande tempestade, e por isso, acabou caindo matando todos os seus tripulantes.
Eu falo dessa música com mais detalhes no quadro A História Por Trás da Canção, deem uma clicada ai e confiram a postagem ;D

Concordam? Discordam? Deixem sua opinião nos comentários =)
PS1: E para quem for ver os shows do Iron no Brasil, aproveitem =D
PS2: E sim, isso mesmo, deixei "The Number of The Beast" de fora da lista ;)

quarta-feira, 16 de março de 2016

#TocaFitas, Episódio 16

Por Bruno Mário



Olá Mestres e Mestras, hoje o nosso #TocaFitas vai relembrar algumas pérolas do Rock In Rio 2011. A edição marcou o retorno do festival ao Brasil depois de 10 anos alternando entre Lisboa e Madri e também foi a primeira vez que o evento aconteceu no mês de setembro. A grade de programação foi dividida por gêneros ( Pop, Metal, Jazz, Rock, Latino, New Metal e Rock Alternativo ). E ficou assim:


23/09 (Sexta – feira) – Pop :

  • Rihanna
  • Elton John
  • Katy Perry
  • Claudia Leitte
  • Paralamas do Sucesso 
  • Titãs

24/09 (Sábado) – Rock :
  • Red Hot Chilli Peppers
  • Snow Patrol
  • Capital Inicial
  • Stone Tour
  • NX Zero

25/09 (Domingo)  - Metal
  • Metallica
  • Slipknot
  • Motorhead
  • Coheed and Cambria
  • Gloria

29/09 (Quinta – Feira) – Jazz
  • Stevie Wonder
  • Kesha
  • Jamiroquai
  • Janelle Monáe
  • Legião Urbana
  • *Orquestra Sinfônica Brasileira (Part. Especial)
30/09 (Sexta-feira) – Latino

  • Shakira
  • Lenny Kravitz
  • Ivete Sangalo
  • Jota Quest
  • Marcelo D2

01/10 (Sábado) – Rock Alternativo
  • Coldplay
  • Maroon 5
  • Maná
  • Skank
  • Frejat

02/10 (Domingo) – New Metal

  • Guns ‘n Roses
  • System of a Down
  • Evanescence
  • Pitty
  • Detonautas

E agora, vamos relembrar cada espetáculo como se fosse hoje, afinal fazem apenas 5 anos.


terça-feira, 15 de março de 2016

TRETAS SONORAS: Mariah Carey x Eminem

Por Renan Soares

                                          
                                                    

Olá pessoal, se acomodem em suas cadeiras e peguem suas respectivas pipocas e refrigerantes, porque chegou a hora das "Tretas Sonoras", e dessa vez, finalmente sairei um pouco da área do rock e falarei de uma treta do mundo da Música Pop, que no caso é a rixa entre a diva Pop Mariah Carey e o rapper Eminem.
Se você acompanha o mundo da música desde 2002, provavelmente deve se lembrar de alguns detalhes desse caso, principalmente porque essa é mais uma daquelas brigas que deram origem a músicas dos dois lados, a exemplo da treta entre Tuomas Holopainen x Tarja Turunen.
Antes de começarmos, vale ressaltar que essa briga supostamente começou após os dois terem tido um caso, quer dizer, isso pelo menos é o que o Eminem diz, a Mariah Carey nunca confirmou essa história.
Mas enfim, quem conhece o Eminem sabe bem que ele não tem papas na língua, e que já arrumou muitos inimigos por aí por conta disso. Muitas vezes em sua carreira, o rapper fez músicas alfinetando outras celebridades (a exemplo de Michael Jackson e Jessica Simpson), e claro, a primeira faísca dessa história veio dele.
A guerra começou após o lançamento do disco "The Eminem Show", álbum que contêm a faixa "Superman", onde nela, Eminem alfineta Mariah dizendo que já teria transado com ela e que desdenha sua personalidade.
"Vagabunda, se você morresse, não compraria uma vida por você. O que está tentando ser, minha nova esposa? Qual é a sua Mariah?" diz um dos versos.
Ouça a música completa logo abaixo:

Claro que a treta na época foi grande, mas um tempo depois, o próprio Eminem pediu desculpas a cantora, e ela aceitou educadamente. Mas, a coisa não terminou por aí.
Em 2009, Eminem lança o álbum "Relapse", onde nele, há a canção "Bagpipes From Baghdad", tendo dessa vez sobrado até para o seu atual marido da Mariah, o cantor Nick Cannon.
"Mariah, o que aconteceu com a gente? Por que a gente se separou? (...) É melhor Nick Cannon se afastar. Eu não to brincando, quero ela de volta, seu moleque"
Ouça a música:

Após ouvir a música, Cannon mandou uma resposta direta para Eminem em seu blog, onde disse que ia derruba-lo de seu pedestal.
"Um disco medíocre (na melhor das possibilidades) de Eminem que soa como se fosse lançado em 2001. À primeira vista, pensei que se tratava de material antigo em que ele imagina ter tido algo com Mariah, mas quando ouvi meu nome no verso minha primeira reação foi ‘Essa porcaria é nova? Uau, é muito ruim"
"Então, sr. Marshall, eu vou fazê-lo desejar nunca ter dito o meu nome e se arrepender sobre as coisas que falou sobre a minha esposa. Isso vai ser divertido! Só não esqueça que você fez isso consigo mesmo! Seu legado foi manchado a partir desse dia! De agora em diante você será conhecido como o rapper que perdeu para Nick Cannon"
E dessa vez, a diva não deixou barato e mandou a sua resposta, que veio no seu disco intitulado "Memoirs of an Imperfect Angel" também de 2009, mas em específico no singles "Obsessed". Na música, Mariah fala de Eminem (mas sem citar seu nome) como um lunático, uma pessoa que tem uma obsessão por ela, e também fala que ele tem uma necessidade extrema de citar seu nome para conseguir aparecer na mídia.
"Por que você é tão obcecado por mim? Você está iludido, você é iludido. Garoto, você está ficando louco. Está confundindo você, você está confuso. Você sabe."
Isso sem falar que no próprio clipe, há uma pessoa "fantasiada" de Eminem que fica a seguindo e "babando" por ela, deixando mais claro para quem a mensagem é direcionada.
Ouça a música:

A resposta de Eminem não demorou muito para aparecer. Pouco depois o rapper lançou a música "The Warning", onde ele não teve pena e soltou o verbo para cima da cantora, chegando a expor a intimidade "dos dois" de uma forma bastante detalhada e alfinetando Nick Cannon mais uma vez.
O conteúdo dessa música em questão é tão pesado que vou nem citar um trecho em específico, vou logo por a música toda aqui para vocês ouvirem, e traduzida.

E até o momento, essa foi a última investida dada nessa briga, será que no futuro ainda veremos mais alfinetadas entre os dois?

segunda-feira, 14 de março de 2016

A História Por Trás da Canção: Ghost - Elizabeth

Por Renan Soares

                                                   

Olá pessoal, esse é mais um "A História Por Trás da Canção", e a edição de hoje será bastante "sombria", começando pelo fato que falaremos de uma banda bastante polêmica e que divide opiniões entre os headbangers. Essa banda é o Ghost, grupo conhecido por tocar com um visual de sacerdotes satânicos e cantarem músicas com letras dessa temática.

                                          

Mas a música que falaremos hoje não chega a falar do "satanismo" em si, mas de uma forma ou de outra possui uma temática (e sonoridade) bastante sombria. Estamos falando da música "Elizabeth", que é a quarta faixa do primeiro álbum da banda, o "Opus Euponymous", lançado em 2010.
A canção tem um cunho histórico, isso porque a letra fala da história da conhecida Isabel Bathory (ou Elizabeth Báthory pra quem preferir), que foi uma condessa húngara de uma renomada família na época. A "Condessa de Sangue" (como também é conhecida) ficou conhecida na história por conta de uma série de crimes cruéis que teria cometido, vinculados a sua vaidade.
Alguns exemplos das atrocidades que Isabel praticava, eram torturas que ela aplicava em seus empregados, como espetar alfinetes em partes sensíveis de seus corpos, deixa-los nus em pleno frio para que morressem congelados, despi-los e o cobrirem de mel para que ficasse a mercê dos insetos, e claro, matar mulheres virgens e beber de seu sangue, como uma forma de manter a sua beleza. Há vários relatos também de envolvimento de Isabel com magia negra..
Em sua música, o Ghost conta sobre os crimes cometidos por Isabel de uma forma simples e bastante macabra, coisa que a sua sonoridade ajuda a reforçar, já que uma das marcas do Ghost é a tensão em suas músicas.
Ouçam a música logo abaixo:

domingo, 13 de março de 2016

CHICO SCIENCE 50 ANOS: Da ciência dos ritmos à emoção dos versos



Por Ed Siqueira 

Quando o mundo resolve abrir espaço para um gênio, ele sabe que corre o risco da sua visita ficar para sempre.
Francisco de Assis França, bem que poderia ter sido um jogador do seu Santa Cruz Futebol Clube, ou quem sabe um graduado, com especialidade e tudo, mas Francisco queria juntar palavras, fazer da vida batidas, e lá estava o líder de um movimento, um poeta escancarado.
De Francisco, o natural apelido de Chico, o Science vem do cientista dos ritmos, o Manguebeat surgiu em uma maré parada no cenário local, Pernambuco ressurgia com uma sonoridade para os jovens, o som despertou atenção do mundo, as letras abordando crônicas das cidades, o manguezal como astro principal, o mangue fervia ao som de Chico e sua Nação.
Chico Science tinha seu lado romântico, o poeta dormia e acordava sempre que preciso, expulsava em palavras suas paixões e conquistas, foi assim com “Samba e leveza”.Parceria póstuma com Lenine. Science foi exatamente isso: Pedia uma cerveja antes do almoço e pedia atenção contra a hipocrisia e mazelas sociais.

O destino fez Chico parar, perdeu o controle do Fiat Uno que pegou emprestado da sua irmã,há 19 anos.E deixou na lucidez de sua obra uma eterna contestação. Sem rugas, sem cabelos brancos, a imagem do cinquentão é de menino, com direito a fórmula para a imortalidade.  

MESTRES SONOROS: Podcast especial - 50 anos de Chico Science


Para os que preferirem, ouçam no Souncloud.