Olá Mestres e Mestras, amanhã Chico Science completa(ria) 50 anos de vida, dito isto porque no coração de todos os pernambucanos ele já está eternizado e jamais será esquecido. E no #IssoBombou de hoje, vamos com mais uma canção épica do mito: A cidade. Com sonoridade semelhante à do rap, a música detém várias histórias "combinadas" por trás que até hoje ainda fazem muito sentido para quem vive o dia a dia, não só no Recife, mas em muitas das grandes metrópoles brasileiras. Primeiro, é identificável através da letra, menções à distribuição de renda da época no refrão ( "O de cima sobe / E o de baixo desce" ); em que ,até a data de sua perda, a disparidade ainda era muito evidente. Outra característica ainda presente nos dias atuais é o típico cheiro de peixe que permeia o Cais de Santa Rita, um dos pontos mais movimentados da cidade. Embora esteja escrito "Num dia de sol...", o Cais não perde sua "Fedentina" faça chuva ou faça sol. E, claro, não podemos deixar de mencionar , "A cidade se encontra / Prostituída" faz alusão a uma das realidades mais puras que a capital pernambucana está passando nos últimos anos; coisa que Chico já "preveu" lá nos anos 90', quando a especulação imobiliária começou a ganhar mais força. E aliou esse tema ao 'jeitinho' brasileiro que todos conhecemos. Por fim, ele relembra que é com o carnaval que se esquece um pouco dos problemas reais, dando fôlego "Pra agente sair da lama / E enfrentar os urubus". Vida longa a esse poeta e tragam dois diplomas de mito, caso ele perca o primeiro.
O mundo perdeu nessa última quarta-feira uma das mais importantes figuras da música pop. Sir. George Henry Martin, maestro, compositor e produtor musical britânico, faleceu aos 90 anos. Martin ganhou fama ao produzir quase todos os álbuns da histórica banda britânica The Beatles, recebendo o apelido de "Quinto Beatle". Apesar de ter considerarado o apelido "Quinto Beatle" uma bobagem, Martin sempre será lembrado entre a Beatlemania como o integrante número cinco da banda, ainda mais devido a toda contribuição do mestre para o estrondoso sucesso dos garotos de Liverpool. Nesse especial de hoje, em homenagem ao grande George Martin, destacaremos alguns trabalhos marcantes conduzidos ou orquestrados pelo saudoso mestre nos Beatles: I - A Hard Day's Night - Na verdade, o álbum lançado juntamente com o primeiro filme da banda tem total contribuição de George Martin. Foi ele quem conduziu e produziu todas as músicas do filme/disco, assim como as faixas instrumentais do longa-metragem, como "Ringo's Theme". O trabalho de Martin em A Hard Day's Night rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Trilha Sonora, em 1965.
II - Yellow Submarine - Além de ter produzido e conduzido as faixas musicais do álbum trilha sonora do filme Yellow Submarine, George Martin compôs todas as faixas do lado B do disco (com exceção de "All Together Now", de Lennon/McCartney):"Pepperland", "Sea Of Time", "Sea Of Monsters", "Sea Of Holes", "March Of The Meanies", "Pepperland Laid Waste" e "Yellow Submarine in Perpperland". Apesar da pouca satisfação de público e crítica na época de lançamento e da declaração de John Lennon, que afirmou ter odiado a música instrumental do álbum, a trilha sonora de George Martin é hoje considerada um grande clássico, principalmente e faixa "Pepperland", que é tocada por diversas orquestras sinfônicas do mundo, entre elas a Orquestra Sinfônica do Recife.
III - Please Please Me - O primeiro single de sucesso dos Beatles, que deu nome ao primeiro álbum da banda, de 1963, teve uma sacada fundamental de Martin. O produtor disse para os músicos que a canção devia ter um ritmo mais acelerado, para se diferenciar do primeiro single lançado pela banda, "Love Me Do", em outubro de 1962. Quando o tema ficou pronto, George soltou a famosa frase: "Meus senhores, acabaram de gravar o nosso primeiro número um!"
IV - In My Life - Uma das melhores e maiores músicas da banda, presente no álbum Rubber Soul (que marcou uma gigantesca evolução dos músicos tanto na musicalidade quanto no estilo de composição mais inteligente e poético) tem uma importantíssima contribuição de George Martin que talvez você nem saiba. Sabe o solo de piano, até então pouco usado com tanta ênfase por uma banda de rock, que começa em 1:30 de música? Pois é, o mítico pianinho estilo barroco foi idealizado e tocado por ninguém menos que o quinto Beatle, George Martin. O produtor escreveu o solo, mas não chegou a velocidade que desejava, conseguindo o som perfeito ao acelerar a fita da gravação do solo.
V - Strawberry Fields Forever - A música favorita de todos os tempos e gêneros do seu humilde redator (o gago dos infernos que apresenta os vídeos de trilhas de cinema), presente no clássico álbum "Magical Mystery Tour", também possui influência de George Martin. O produtor "simplesmente" pegou todos os pedaços do sonho tido por John Lennon, que originou a canção (na verdade, das partes da música já gravadas, que tiveram como base o sonho psicodélico do músico) e a transformou numa das mais belas canções de todos os tempos. A música foi gravadas duas vezes, em velocidades e tons diferentes. Martin pegou as duas e juntou, reduzindo a velocidade de uma delas.
VI - A Day In The Life - Sem dúvida, uma das melhores e mais enigmáticas músicas dos Beatles. Para a canção, Martin fez algo que jamais um arranjador faz: pediu para a sua orquestra de 40 músicos tocar caoticamente, cada músico tocando em completa falta de sincronia. Terminado isso, o produtor gravou o resultado quatro vezes até empilhar tudo em uma única faixa, resultando no som de 160 instrumentos. A sonoridade de tantos instrumentos perdidos e sem sincronia era o que a música mais precisava, resultando na clássica canção que fecha o álbum "Sgt. Pepper's Lonely Heart's Club Band".
VII - I Am The Walrus - A peculiar e psicodélica canção do álbum Magical Mystery Tour foi realizada da maneira mais louca possível, graças a George Martin. O produtor ordenou que um coral com 16 pessoal cantasse, gritasse e falasse coisas sem total sentido. Isso causou um clima mais psicodélico e anárquico à clássica música de John Lennon. Foi, de fato, um good good good job!
VIII - Eleanor Rigby - O hino dos "forever alone" de plantão, e também uma das mais belas canções do quarteto de Liverpool, possui aquele inesquecível arranjo de cordas, com maior ênfase no violino, que é fruto da sensibilidade harmônica e melódica do mestre George Martin. O estilo clássico composto por Martin se assemelha ao do compositor Bernard Herrmann, que utilizou também violinos para compor o tema do clássico filme "Psicose". Confira uma versão da música apenas com o som dos violinos, abaixo:
IX - Happiness Is A Warm Gun - Talvez, uma das contribuições mais indiretas e interessantes do Quinto Beatle para uma canção da banda. Certa vez, George Martin mostrara a John Lennon uma revista sobre armas e munições, cuja capa dizia "happiness is a warm gun". Assim que olhou os dizeres da capa, uma luz surgiu na enigmática mente criativa de Lennon.
Olá pessoal, sexta-feira chegou, e junto com ela veio também o "Recomendação da Semana", e vamos aproveitar que essa semana foi a semana do "dia internacional da mulher", e falar de uma banda que não chega ser formada apenas por mulheres, mas tem uma em seus vocais (quer dizer, vale ressalta que várias mulheres já assumiram o posto de vocalista da banda). A banda de hoje, é o grupo norueguês Sirenia. E sem muitas delongas, vamos logo falar um pouco de sua história.
O Sirenia foi formado em 2001 após o guitarrista Morten Veland deixar a sua antiga banda, o Tristania, decidindo a partir daí a montar a sua própria banda. O nome do grupo foi inspirado nas sereias da mitologia grega, sedutoras com os homens com a sua beleza e canto (provavelmente é por isso que a banda é com vocais femininos), e suas letras também são baseadas na mitologia.
Agora para falar dos trabalhos da banda, irei falar álbum por álbum, isso porque se tem uma banda que já mudou várias vezes de vocalista é essa, até 2009, foram 4 álbuns e uma cantora para cada um (tendo depois disso a espanhol Aylin se firmado, estando nos vocais da banda até hoje).
O primeiro álbum do grupo é o "At Sixes and Seven" lançado em 2002, esse disco contou com a Fabienne Gondamin no vocal, e sendo sincero, na minha humilde opinião esse CD é bem mais ou menos, a única faixa que destaco é a "Sister Nightfall", já o resto é apenas escutável, mas ainda assim é inegável que a Fabienne fez um bom trabalho nos vocais.
O segundo disco é o "An Elixir for Existence", lançado em 2004, esse álbum contou com a voz de Henriette Bordvik. Desse CD não vou falar muito porque, para mim, foi o mais sem graça da banda, por isso, dispensarei maiores comentários (rs).
E finalmente melhorando as coisas, vamos para o terceiro álbum, o "Nine Destinies and a Downfall", que teve a dinamarquesa Monika Pedersen nos vocais, que é uma excelente cantora, aliás, a voz dela foi essencial para tornar esse disco sensacional, isso juntando com os arranjos do Morten, e se quiserem que eu destaque uma música, essa seria a faixa "My Mind Eye's".
Em 2009, foi lançado o "The 13th Floor", que dessa vez contava com a espanhola Ailyn nos vocais, que até agora está sendo a única que tem conseguido se manter por um bom tempo, tendo lançado junto ao grupo 4 discos. E sim, mesmo a Aylin e a Monika tendo vozes bem distintas, acho que a espanhola conseguiu se encaixar melhor com a sonoridade da banda do que qualquer outra vocalista que tenha passado pelos vocais antes dela.
E essa mesma linha foi mantida no disco seguinte, o "The Enigma of Life", lançado em 2011, que na minha opinião é o melhor disco da banda, onde contêm também a melhor música, que é a faixa "Winter Land".
Em 2013, veio o "Perils of the Deep Blue", que acho que posso considerar o disco mais pesado de toda a discografia da banda, começando pela música de abertura "Seven Widows Weep". O disco também foca bastante na temática das sereias, principalmente na primeira música (percebe-se pela capa do CD). E sim, é uma ótimo álbum.
Também há último disco lançado em 2015, o "The Seventh Life Path", mas esse não posso opinar porque ainda não parei pra ouvir (rs).
No geral, se você curti um bom metal gótico, o Sirenia é uma ótima dica para você, mas ouça-o a partir do "Nine Destinies and a Downfall", porque se for começar pelos dois primeiros discos, você desiste na hora.
Atenção
nos tambores e nos toques de todas as percussões. As batidas precisas do
recifense, Juvenal de Holanda Vasconcelos garantiu uma leveza deliciosamente
profissional, e no embalo dos compassos, para lá de carnavalescos, o som refinado misturado com o popular do grande mestre foi uma garantia que, Juvenal Vasconcelos,
apelidado de Náná passearia por todas as fortalezas rítmicas.
Morreu numa manhã de quarta feira quente no Recife.Naná, o cara que fazia som dentro do mar, o
cara que conheceu o berimbau e fez dele seu amuleto, morreu a experiência e a
simplicidade, morreu o multicolor Naná, numa estrada perigosa e letal chamada câncer,
ele partiu para se juntar a outros gênios da música pernambucana, lá
provavelmente Chico Science e Dominguinhos o receberá para ganhar qualidade sonora. Assim é a vida, o corte do batuque, o tambor no canto, a orquestra sem regência, o
mundo sem o talento de Naná Vasconcelos.
Eleito
por oito vezes o melhor percussionista do mundo, eleito pelo povo um maestro,
onde suas mãos percorriam todo tipo de objeto que tirasse som, o percussionista de grandes nomes da MPB, morreu o pai, o marido, o avô, morreu o compositor do U2, isso mesmo, a canção: "Last Night on Earth" ', que a
banda irlandesa interpreta é de autoria dele.
Morreu
aos 71 anos de vida, aos 45 do primeiro tempo, nos acréscimos, mas ainda tinha
jogo, Naná! Não cabe perguntas de por quês, mas sim saudações.
Ainda que todos os discursos escritos como manda o bom português, o seu desejo de
juntar em levadas, o poder da percussão que dezenas de palavras não teriam nunca se tratando
de Naná Vasconcelos.
SOM
NO CÉU NANÁ, LUZ NO PROGRESSO!
"Last Night on Earth"
(Adam Clayton / Bono / Larry Mullen, Jr. / Naná Vasconcelos/ The Edge)
“Outra
vez” é uma canção que fez sucesso com o rei Roberto Carlos, porém, a música foi
composta pela compositora Isolda. A música nasceu em 1977, quando um acidente automobilístico
tirou a vida do seu irmão e parceiro de tantas composições, Milton Carlos. A
música apesar de dá entender de um amor entre um casal, na verdade, foi escrita
no momento que Isolda viu o recomeço com versos onde exala memórias. Depois, vários
artistas gravaram a canção, como: Gal Costa e Maria Bethânia. E o próprio rei
até a década de 90 gravou com frequência outras canções da artista.
Olá Mestres e Mestras,
hoje o nosso #TocaFitas é pra lá de especial. Como nossa semana está dedicada
ao Mestre Chico Science, que completaria 50 anos de vida no próximo domingo, vamos
então relembrar mais uma pérola do Mangueboy
: 20 anos do álbum “Afrociberdelia”.
É o segundo e último
trabalho em estúdio do Nação Zumbi com Chico presente; marcado por fazer parte
do grande ápice da carreira dele (1994-1997). E é nele que constam os sucessos:
“Manguetown”, “Maracatu Atômico” e “Sangue
de Bairro”, além de outras faixas memoráveis que conquistaram o Brasil nos
anos 90’.
Segundo o próprio Chico
, “Afrociberdelia é o ponto de fusão do maracatu, da cibernética e da
psicodelia”; combinando cibernética com a internet que na época ainda era uma
novidade e a psicodelia referindo-se a um “estado de espírito”.
Nesse álbum, é notável
a adição maior de rock alternativo / industrial ao Manguebeat, com algumas sonoridades de música eletrônica, o que o
diferencia do álbum “Da Lama Ao Caos”; após o sucesso, Chico Science e a Nação
Zumbi se consolidaram no mercado.
O Manguebeat ,este ano, completa 25 anos de fundação oficial, tendo
eles (Nação Zumbi) como os pivôs do movimento, que revolucionou a música
brasileira; quebrando a hegemonia da música internacional e resgatando a música
nordestina, dando-lhe um gás. Também serviram de inspiração para algumas bandas
que debutaram na mesma época.
E está começando mais um "A História Por Trás da Canção", e essa edição será especial, isso porque estamos na semana do aniversário dos 50 anos do grande mestre Chico Science, e essa será mais uma das diversas homenagens que estaremos fazendo a ele.
Na postagem de hoje, falaremos da música que é até hoje um dos maiores hits de Chico Science e Nação Zumbi, a canção "Maracatu Atômico", que esteve presente no disco "Afrociberdelia" lançado em 1996.
Então, vamos começar com uma curiosidade que provavelmente muitos de vocês não sabem: A música não é originalmente da banda, na verdade, se trata de uma regravação. A canção foi composta e gravada originalmente Jorge Mautner, que a compôs juntamente de Nelson Jacobina.
"Maracatu Atômico" foi lançada em 1974 no disco autointitulado de Jorge Mautner, e naquele mesmo ano, Gilberto Gil regravou a música para o seu álbum "Cidade de Salvador".
Antes de tudo, ouça as duas primeiras versões:
Mas agora, como a música surgiu? Bom, segundo a próprio Jorge, tudo começou quando ele foi a inauguração do Ibirapuera em São Paulo, onde lá, ele viu uma apresentação de maracatus, tendo a partir daí se inspirado para criar a canção. E ao lado do colega Nelson Jacobina, foram sendo criadas as letras e a melodia.
Segundo o próprio Jorge, a música foi um entrelaçado de várias coisas que são referentes a vários locais do Brasil, como por exemplo, na parte da letra em que é dito "atrás do arranha-céu tem o céu, tem o céu/ e depois tem outro céu sem estrelas", faz uma referência a cidade de São Paulo, e disse também que pode muito bem se referir a Recife, Salvador e outras cidades.
E como todos sabem, em 1996, Chico Science e Nação Zumbi regravaram a música para o disco "Afrociberdelia", colocando a musicalidade referente ao movimento Manguebeat, versão essa que hoje é a mais famosa.