terça-feira, 8 de março de 2016

ESPECIAL DIA DAS MULHERES: Top 10 - As mulheres mais importantes do rock

Por Renan Soares

                                                   


Olá pessoal, como todos devem saber, hoje é dia 8 de março, dia internacional da mulher, e claro, nós do Mestres Sonoros não podemos deixar esse dia passar em branco sem falar das grandes mestras da música, nesse em caso em específico, as que fazem parte do rock.
Por isso, listarei para vocês as 10 mulheres mais importantes do rock, aquelas que além de serem bastantes talentosas, também marcaram através de suas atitudes.
Começando:

10- Pitty

                                     

Para começar, temos a Pitty, cantora essa que tenho certeza que marcou a infância/adolescência de muitos de vocês, mas claro, não é apenas por isso que ela está. Como todos sabem, ela é da Bahia, estado que é conhecido por sempre revelar bandas de axé, mas a Pitty conseguiu ir a contra-ponto disso mostrando que esse não é o único estilo que existe por lá.
E além de tudo, se tem alguém no Brasil que está sempre lutando pelos direitos das mulheres é ela, a cantora diversas vezes deu declarações em entrevistas levantando a bandeira do feminismo, sendo assim uma das principais representantes do movimento na música brasileira.

9- Courtney Love

                                    

Apesar das inúmeras polêmicas que passou ao longo da carreira, é inegável que a Courtney Love tem uma grande importância na história do rock mundial, principalmente porque a sua banda, o Hole, surgiu junto ao movimento grunge na década de 90, sendo um dos grupos mais importantes da época.
E sua notoriedade aumentou ainda mais após casar com Kurt Cobain, o conhecido vocalista do Nirvana, com quem teve uma filha. E foi durante seu casamento com Kurt que os fãs do Nirvana passaram a odiá-la, principalmente por conta do atrito que tinha com os outros dois integrantes (Kris Novoselic e Dave Grohl), tendo muitos inclusive, dito que na verdade teria sido ela quem matou Cobain e que o mesmo não teria se suicidado.
Vale lembrar que Courtney é atriz e já estrelou em vários filmes como "Sid e Nancy - O Amor que Mata" e "Encurralada".

8- Rita Lee

                                     

Voltando mais uma vez ao Brasil, temos a grande Rita Lee, e saibam, se hoje ela é considerada a rainha do rock brasileiro não é a toa. Ela foi integrante da banda "Os Mutantes", considerado por muitos a maior banda da música brasileira, sendo inclusive os pioneiros do rock no Brasil.
E mesmo após deixar a banda, ela continuou se reinventando fosse em outras bandas em sua carreira solo ainda fazendo sucesso por todo o Brasil, se tornando uma das mulheres mais influentes do país e sendo uma referência a todos aqueles que queriam tocar guitarra nos anos 70.

7- Shirley Manson

                                         

Saindo de uma ruiva para outra, temos agora a Shirley Manson, vocalista da banda "Garbage", banda que ganhou maior notoriedade também nos anos 90.
Shirley tornou-se um dos principais ícones do rock naquela década por conta do seu talento, bela voz, carisma e atitude de palco, mas claro, não há como negar que sua beleza também é uma das principais coisas que chamam a atenção, tendo inclusive sido eleita a 60ª artista mais sensual no canal VH1.

6- Doro Pesch

                                                  

Falando finalmente de uma cantora de Heavy Metal, temos a grande vocalista alemã Doro Pesch, ela que é uma das poucas cantoras de Metal que surgiu nos anos 80, um estilo que até hoje tem uma grande predominância do público masculino.
Ela iniciou a carreira como vocalista da banda Warlock, onde após várias mudanças de formação (tendo permanecido apenas ela) o nome foi alterado apenas para "Doro", iniciando assim a carreira solo da "rainha do metal".

5- Heart

                                        

Estou citando o nome da banda "Heart", mas claro, me refiro mais as irmãs Ann e Nancy Wilson, fundadoras da banda,
O grupo estourou nos anos 70 com a conhecida música "Barracuda", fazendo sucesso desde então. Lembrando que naquela época ver mulheres tocando em uma banda de rock não era uma coisa normal, isso sem falar que era mal-visto por muitos.
O grupo já mudou de formação várias vezes, tendo se mantido apenas as irmãs Wilson do princípio até os dias de hoje.
O Heart vendeu mais de 35 milhões de discos e foi eleita em 57º lugar na lista dos 100 Maiores Artistas de Hard Rock, eleito pelo canal VH1.

4- Patti Smith

                                      

Um dos maiores nomes do punk rock, Patti Smith ficou famosa após o lançamento do seu álbum "Horses" em 1975. Em sua carreira, Patti trouxe ao punk um lado feminista e intelectual,  recebendo assim, o apelido de "poetisa do punk" e sendo também uma das mulheres mais influentes do rock.


3- Tarja Turunen

                                      

Voltando ao metal, temos ela que é uma das maiores referências do estilo atualmente, a cantora finlandesa Tarja Turunen, que ficou conhecida por ter sido vocalista da banda Nightwish, grupo que fez parte até 2005. Mas, seja no Nightwish ou em sua carreira solo, quando o assunto é técnica, a Tarja é uma das principais referências no metal por conta de seu timbre de voz lírico que faria qualquer cantora de ópera morrer de inveja. Seu prestígio é tão grande (principalmente na Finlândia) que atualmente, ela é uma das juradas do "The Voice Finland".

2- The Runaways

                                         

Nesse caso não tinha como citar apenas um nome, isso porque as cinco integrantes do The Runaways foram responsáveis por formarem a primeira banda de rock da história formada apenas por mulheres, o que era uma grande novidade naquela época, onde as pessoas viam com maus olhos garotas que tocavam guitarras elétricas.
O grupo surgiu em 1976 com o sucesso da canção "Cherry Bomb", tendo lançado quatro álbuns entre 1976 e 1978. Mas infelizmente, o sucesso durou pouco, isso porque após vários desentendimentos internos, a banda encerrou suas atividades em 1979.
Após o fim da The Runaways, cada integrante seguiu seu caminho, algumas tentaram outros projetos, outras seguiram carreira solo e outras seguiram carreira fora da música (como a vocalista Cherie Currie, que virou atriz). As únicas que conseguiram fazer sucesso após o fim da banda foram Joan Jett e Lita Ford.
Em 2010, foi lançado o filme sobre a banda chamado "The Runaways - As Garotas do Rock" que foi estrelado por Kristen Stewart e Dakota Fanning.

1- Janis Joplin

                                         

Claro que ela não poderia ficar de fora dessa lista, Janis Joplin simplesmente marcou a história do rock não apenas nos anos 60, mas também até hoje, sendo considerada a maior cantora de sua geração. Um grande ícone do rock psicodélico, que infelizmente nos deixou cedo aos 27 anos por conta de uma overdose de heroína.
Ela lançou apenas 4 álbuns,  dois pelo "Big Brother and the Holding Company", um pelo "Kozmic Blues Band" e um pelo "Full Tilt Boogie Band", sendo esse último, póstumo.

E vocês, o que acham? Concordam comigo? Acham que esqueci de mencionar alguém? Falem ai nos comentários =)

segunda-feira, 7 de março de 2016

SAMBA e LEVEZA: Palavras-chave para Lenine descobrir o caminho da parceira com Chico Science



Lenine   e    Chico


Goreti, irmã do Chico, me procurou via um amigo em comum a Sonali e lógico que recebi, ela disse: Quero conversar com você e tal. E ela chegou na minha casa me mostrando uns rascunhos de um livro de manuscritos do Chico, com uma letra que ele tava começando a rabiscar, que ele falava, samba, ele verbalizou o samba: SAMBAR, mas ele falava de uma maneira diferente, ele usava uma conotação diferente e segundo Goreti, ele estava em um momento apaixonado. E ela chegou com uma proposta de fazer uma canção e eu relutei, conheço o Chico, sou um admirador profundo, não só do Chico, mas da Nação e de toda movimentação que está associada ao nome dele, ainda é leve a memória do primeiro impacto ao vê-los pela primeira vez no palco, foi arrebatador, ele com aquele jeitão, já era meio caranguejo, eu morava no Rio, eu tava muito mais atento ao que tava acontecendo ali, quando na passagem pela cidade eu vi, eu fiquei encantando, com o frescor da coisa, com o som de banda e aquela incorporação das baixas frequências do Maracatu. Isso tudo para falar que eu não tinha muita intimidade a ponto de ser um parceiro, quando a Goreti chegou eu fiquei... mas Goreti não era melhor outra pessoa, a Nação por que a Nação não faz, e ela dizendo: Não, a Nação tem uma coisa de um jeito coletivo ali, que talvez, não tem a ver com esse momento mais apaixonado do cara, era um momento mais particular, era um momento mais passional, enfim, eu fiquei com parte desse manuscritos, algumas folhas eu xeroquei, mas eu fiquei relutante: Mas como eu vou fazer? Como é?. Até que eu disse: Peraí o que foi que aconteceu? Primeiro foi na leveza, foi extremamente leve tudo...aí eu comecei:
“Foi na leveza
Só sentimento              
E me deu suas palavras como quem dava um pedaço...”


Goreti França(irmã de Chico Science)



Aí eu fui descrevendo realmente o que aconteceu, aí eu descobri o tom, aí eu disse: não, isso aqui é verdadeiro! Eu tô documentando de alguma maneira, esse encontro muito bacana, essa generosidade dela de me procurar e dizer assim: olha abrir uma coisa tão intima como aquilo, eu quis retribuir essa generosidade, mas até descobrir o tom, eu não me sentia capaz de fazer, por que compor pra mim tem a ver com aproximação, com troca de ideias, com descobrir junto, compor junto é quase como um casamento, você tem que ao fazer não ter escrúpulos ao ouvir do parceiro: Olha, isso aqui é muito ruim e não se tocar com isso e não se magoar com isso, isso é parceria e esse tipo de intimidade, eu nunca tive com Chico. Para ser bem honesto é uma música minha, do Chico e da Goreti. (risos)



Samba e leveza
(Chico Science/ Lenine) 

                            

domingo, 6 de março de 2016

Você Sabia #7: Lady Gaga


E aí, galera! Tudo bem com vocês? Chegou o dia de mais um Você Sabia! E hoje, vamos falar sobre uma artista (sim, além de cantora, ela também é atriz, compositora, e a lista pode ir crescendo cada vez mais...) que roubou a cena na cerimônia do Oscar deste ano. A escolhida de hoje é: Lady Gaga! Que tal saber algumas curiosidades sobre ela? Vamos lá!

1 – Lady Gaga nasceu em Nova York  em 1986, e seu nome real é Stefani Joanne Angelina Germanotta;

2 – A cantora tem uma irmã mais nova chamada Natali, e ambas cresceram em uma próspera vizinhança de Manhattan com os pais;


3 – Lady Gaga cresceu como católica e frequentou um colégio particular de freiras apenas para meninas. Apesar de ser disciplinada e uma ótima aluna, ela teve vários problemas com suas colegas devido ao comportamento estranho;

4 – Desde muito jovem Lady Gaga já mostrava grande interesse pela música e o mundo do espetáculo. Ela começou a tocar piano aos 4 anos de idade — e supostamente aprendeu sozinha —, aos 13 já tinha composto sua primeira peça lírica, e ela passou a adolescência se participando em peças de teatro da escola e se apresentando em shows de talentos;

5 – Antes de ganhar os palcos, a cantora frequentou a prestigiosa Universidade de Nova York e inclusive escreveu diversos trabalhos analíticos sobre questões sociais, religião, política e artes. Ela também se dedicou a escrever vários textos acadêmicos com o objetivo de melhorar suas habilidades como compositora, tanto que inclusive escreveu músicas estrelas pop como Fergie, Britney Spears e a banda The Pussycat Dolls anos mais tarde;

6 – O nome artístico foi uma sugestão de seu empresário, que se inspirou na música “Radio Ga Ga” da banda Queen;

7 – Apesar de Lady Gaga sempre ter apresentado um comportamento estranho, o personagem bizarro que conhecemos hoje começou a aflorar no início da carreira. Em virtude das dificuldades e fracassos que enfrentou, a cantora começou a se vestir de forma extravagante como forma de expressar sua liberdade;

8- Seu primeiro #1 foi com a música Just Dance na Billboard Hot 100, principal parada musical do mundo. A música foi lançado no Reino Unido na véspera de natal de 2008 e duas semanas mais tarde nos Estados Unidos.

9- Lady Gaga é madrinha de Zachary, filho de Elton John com seu parceiro David Furnish.

10- Considerada uma das grandes divas do pop desde quando surgiu, Lady Gaga já vendeu mais de 25 milhões de álbuns ao redor do mundo. 

E aí, vocês já conheciam algo sobre a Mother Monster? Abraços e até semana que vem!


sábado, 5 de março de 2016

Recomendação da Semana #21: Detonator e as Musas do Metal

Por Renan Soares

                                         

Está no ar mais um "Recomendação da Semana", e dessa vez, os deuses do metal abençoaram a postagem de hoje, porque será sobre ninguém mais, ninguém menos do que o filho do Deus metal na terra, Detonator com a sua banda "Detonator e as Musa do Metal".
Você que acompanhava a MTV lá por 2004/2005 com certeza conhece o Detonator (que é um personagem interpretado pelo humorista Bruno Sutter) por conta do Massacration, que foi uma banda criada pelo famoso programa "Hermes e Renato" que satirizava as bandas de Heavy Metal, o que começou apenas como uma brincadeira, mas que tomou grandes proporções. Por conta do bom feedback do público em relação a banda, o Massacration chegou a lançar dois álbuns e a sair em turnê pelo Brasil.
Passou-se o tempo e Bruno Sutter deixou o "Hermes e Renato", e por isso, decidiu continuar a fazer o Detonator mas dessa vez de uma forma diferente. Ele fundou a partir a banda "Detonator e as Musas do Metal", que conta com Paulitchas Carregosa (que deixou a banda recentemente) e Isa Nielsen nas guitarras, Juliana Farias no baixo e Iza Molinari (minha musa <3) na bateria.
Até o momento, a banda lançou apenas um único álbum em 2014, o "Metal Folclore", onde nele, o Detonator trabalhou uma ideia um pouco diferente do Massacration.
No Massacration, ele cantava as músicas em um inglês aportuguesado de uma forma cômica e satirizando as banda tradicionais de metal, nessa outra banda, ele ainda manteve o bom humor, o figurino e a forma de cantar caricaturada que já tinha, mas ao invés de cantar músicas em um inglês "embromation", o Detonator decidiu fazer as músicas em bom português e se utilizando como temática, o folclore brasileiro.
Eu particularmente gostei muito desse álbum, principalmente pelo fator da temática do folclore brasileiro, que é um tema tão rico, mas que por incrível que pareça não é utilizado por banda nenhuma (não que eu conheça, pelo menos). E fico feliz que o Bruno Sutter tenha decidido explorar um pouco esse área, mesmo que de forma cômica, o que pra mim ainda é válido.
E sobre o desempenho das garotas também só tenho elogios, as guitarristas mandaram muito bem, o baixo também está muito bom, e para mim o destaque fica por conta da Iza Molinari (linda <3) na bateria. Tenho que relatar também uma melhora que percebi nelas ao longo do tempo, antes do "Metal Folclore" ser lançado, a banda se apresentou no programa online "Showlivre", e uma coisa que critiquei nelas na época foi a presença de palco das garotas que simplesmente não existia naquele momento, apenas a Iza (linda <3) se salvava nessa questão, enquanto as outras mais parecia que estavam tocando lá apenas por obrigação (lembrando que na época a banda não tinha composições próprias ainda, tendo assim tocado músicas do Massacration), isso sem falar que a voz do Detonator tava meio ruim nesse dia. Mas, felizmente, na segunda aparição do grupo no mesmo programa (e já com o disco lançado) isso melhorou bastante.
Se você apoia o metal brasileiro, super lhe recomendo ouvir "Detonator e as Musas do Metal", porque posso lhe dizer que foi a partir desse trabalho que Bruno Sutter começou a levar sua carreira como músico completamente a sério. 
Ah, e lembrando também que o grupo além do disco "Metal Folclore" também tem um EP lançado, o "DetonaThor", que ainda não me dei o trabalho de ouvir, mas pretendo muito em breve.
PS: Iza Molinari, casa comigo rs
Confiram algumas músicas:

quarta-feira, 2 de março de 2016

Oscar 2016 - Melhor Canção Original

 

Retomando aos comentários do Oscar 2016 nas categorias musicais, vamos falar um pouco sobre o vencedor e os indicados na categoria de Melhor Canção Original.


“Writing’s On The Wall”, 007 Contra Spectre – Em 2012, a cantora e compositora britânica Adele nos presenteou com um dos melhores Bond Themes já feitos, “Skyfall”, justamente premiado no Oscar 2013, Grammy e em diversas outras premiações. Ano passado, o nada empolgante “007 Contra Spectre” nos mostrou uma canção tema igualmente pouco memorável, não pela temática, tampouco pela letra, mas pelo ritmo extremamente lento e pouco instigante, que nos daria vontade de trocar o filme para qualquer outro se não fosse a mirabolante sequência de abertura apresentada durante a música, no início do filme. Outro grande problema de “Writing’s On The Wall” é a mudança repentina de timbre do jovem músico britânico Sam Smith (que é um ótimo artista, por sinal), que afina a voz de maneira quase grotesca no refrão da música. A canção está longe de ser considerada um Bond Theme digno; na verdade, nada na música nos faz lembrar 007, nem mesmo sua parte instruimental.  “Writing’s On The Wall”, porém, conquistou os ouvidos da Academia e levou a estatueta de Melhor Canção Original, mesmo que injustamente.




“Earned It”, Cinquenta Tons de Cinza – Sim! O filme mais “premiado” no Framboesa de Ouro 2016 também estava no Oscar, e ninguém sabe ainda o motivo. A canção “Earned It”, interpretada pelo músico The Weeknd, não é ruim, muito pelo contrário. Mas, não está a altura de ser digna a uma indicação ao Oscar. A performance de The Weeknd na cerimônia, porém, foi perfeitamente bem elaborada.




"Simple song #3", Juventude – A, nem um pouco simples, como diz o título, porém belíssima, canção do filme “Juventude” é interpretada pela soprano sul coreana Sumi Jo e mistura os estilos clássico, neoclássico e ópera, ganhando também uma indicação no Globo de Ouro. O filme de nacionalidade italiana conta a história de dois velhos amigos (Michael Caine e Harvey Keitel) que se hospedam em um luxuoso hotel e recordam de antigas paixões e experiências vividas.



“Manta Ray”, Racing Extinction – Interpretada e composta por J. Ralph, a canção do longa-metragem documentário “Racing Extinction” possui uma bela letra a respeito da importância e preservação do meio ambiente, porém seu ritmo lento e pouco instigante torna a música monótona demais para ter sido selecionada aos indicados de Melhor Canção Original. O documentário, dirigido por Louie Psihoyos, mostra depoimentos de cientistas, ativistas ambientais e jornalistas a respeito da extinção em massa do Holoceno.





“Till It Happens To You”, The Hunting Ground – Sem sombra de dúvidas, a mehor canção indicada a categoria, que fora injustamente (o Oscar sempre tem que cometer atrocidades imperdoáveis com quem realmente merece o prêmio) derrotada pela canção aguada de Sam Smith. “Till It Happens To You” não só possuiu uma triste, porém brilhante, letra a respeito do trauma e do medo constante de violência sexual, mas uma performance inesquecível da estrela do pop Lady Gaga, principalmente na sua apresentação na cerimônia de domingo, onde a artista deu um verdadeiro show, apesar de se tratar de um tema tão complicado e polêmico. Só a apresentação de Gaga, que se encaixou perfeitamente a temática da música e do documentário “The Hunting Ground”, teria sido realmente digna de levar o Oscar de Melhor Canção Original para casa, naquela noite. 


terça-feira, 1 de março de 2016

TRETAS SONORAS: Aquiles Priester x Angra

Por Renan Soares

                                        


E está na hora da treta, a terça-feira chegou, e junto com ele também veio esse quadro que todo mundo ama, por isso, sentem-se e preparem bem a pipoca porque o "Tretas Sonoras" de hoje está pegando fogo. Dessa vez, falando de um caso que é até recente, mas mesmo assim se trata de uma história de tempos atrás, que é a treta do baterista Aquiles Priester com a sua ex-banda, o Angra (mais em específico com o guitarrista Rafael Bittencourt).
Mas claro, comecemos do início: Como muitos sabem, Aquiles Priester foi integrante do Angra de 2000 (após as saídas de André Matos, Ricardo Confessori e Luís Mauriutti) até 2008, tendo gravado junto com o grupo três álbuns, o Rebirth (2001), o Temple Of Shadows (2005) e o Aurora Consurgens (2006).
Sua saída da banda ocorreu por diversas brigas internas que o grupo vinha tendo naquela época, que envolviam principalmente o Aquiles, o Rafael e o empresário Toninho Pirani, discussões essas que muitas vezes eram por razões legais. Após sair do Angra, Priester voltou a se dedicar ao Hangar (banda fundada por ele desde antes de ingressar no Angra) e a outros projetos, atualmente, ele também compõe a formação da banda Nortunall.
Anos se passaram, cada um havia seguido sua vida, até que em junho de 2015, Aquiles pega todo mundo de surpresa com o uma postagem um tanto que polêmica em sua página oficial do facebook, onde nela, o baterista cobrou ao Rafael Bittencourt diretamente royalties não pagos a ele por trabalhos antigos do Angra cujo qual Aquiles fez parte.
O baterista também aproveitou para alfinetar o ex-colega por conta de conversas antigas que os dois tinham tido e terminou falando que mal esperava para encontra-los nos bastidores do Rock In Rio, que ocorrera em setembro daquele ano (o Angra e o Noturnall iriam tocar no mesmo dia no Palco Sunset).
Nos comentários da postagem do Aquiles, o próprio Rafael Bittencourt fez questão de responder a cutucada, onde ele o desafiou para um bate-papo filmado entre os dois para que os fãs pudessem tirar suas conclusões sobre o caso, e ainda pediu para que os mesmo não se precipitassem em suas opiniões.
Tempos depois, após o aniversário do Aquiles Priester, o mesmo quando foi agradecer em sua facebook todos aqueles que o desejaram "feliz aniversário" aproveitou para cobra os royalties mais uma vez, e dessa vez fazendo uma promessa um tanto que inusitada para os fãs.
Aquiles prometeu que se caso o Angra lhe pagasse esses royalties, ele faria uma turnê com a banda só pelo Brasil tocando os discos "Rebirth" e "Temple of Shadows" na íntegra, isso sem cobrar cachê, sendo um presente dele para os fãs.
Não demorou muito para o próprio empresário do Angra (Paulo Baron) responder ao Aquiles através do facebook oficial da banda, recusando a proposta feita pelo Priester e dizendo que eles já tinham um ótimo baterista (Bruno Valverde) e que os fãs estavam gostando das coisas do jeito que estavam, além disso, o baixista da banda Felipe Andreoli escreveu em seu facebook um simples "Não, obrigado", que muitos supõem que teria sido uma resposta a proposta do Aquiles.
Se no fim as duas partes conseguiram chegar em um acordo, não sabemos. Mas, o mais interessante foi que quando chegou o dia deles tocarem no Rock In Rio, quando eles se encontrariam pessoalmente pela primeira vez após essa novela toda, eles postaram em suas respectivas páginas essa foto com o Kiko Loureiro, o Rafael Bittencourt e o Aquiles Priester juntos em um clima bastante amistoso.
                                      

Ao que parece, nenhum atrito ocorreu nesse dia entre eles.

JÚLIO BARROSO: "Não há nada de mal meu amor, em ser um marginal conservador"




Outro grande artista que não deu tempo de consolidar o sucesso em vida foi o grande Gang 90, Júlio Barroso, faleceu em 1984, aos 31 anos, ao cair acidentalmente do apartamento onde residia, acreditando que o ROCK estava em plena evolução. Participou da era dos anos 80 do rock nacional, mas não viu a sua consagração.

“Marginal conservador” é uma canção que a letra fala por si só, nela está o ciúme do compositor com sua namorada Taciana Barros, ao passar em frente ao prédio onde ela morava, viu sua amada conversando com o Tony Bellotto e nasceu no mesmo dia a canção. CONFIRA  A CANÇÃO:




Júlio Barroso



Taciana Barros

Foto: Documentário: "Júlio Barroso:Marginal conservador" Canal Bis 





MARGINAL CONSERVADOR
(Júlio Barroso)